quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Intercomunicador Scala Rider G9 Powerset

Quando viajamos para Recife-PE, em 2010, comprei um par de um pequeno (e barato!!!) intercomunicador para ser usado entre piloto e garupa. Era uma caixinha que ficava presa à minha cintura, na qual eram "plugados" o meu fone e o do carona. Usamos este "artefato" por uns 200 km, acho que não mais que isso.

Conseguimos nos comunicar "a duras penas", mas além do enorme nível de ruído, ainda tinha o inconveniente (e põe inconveniente nisso!) dos fios, que nos "amarravam" quando descíamos da moto, e logo vi que aquilo não ia dar certo. Desistimos dele, e seguiu viagem no bolso do casaco e nunca mais foi usado. Hoje, encontra-se descansando em paz dentro de uma gaveta lá em casa.


Quando me preparava para ir à Machu Picchu, me interessei pelo Scala Rider, mas confesso que não levava muita fé, e mais: muito caro!!!


Bom, eu converso demais comigo mesmo dentro do capacete, e isso me ajuda, mas fizemos a viagem sem intercomunicador e ficava imaginando como teria sido aquela viagem com algo que funcionasse de verdade.

Pois bem, de lá pra cá, tive a oportunidade de ouvir pessoalmente um relato entusiasmado de um colega, que só teceu elogios ao SR. Depois li muitas coisas, sempre positivas, que foram me animando. Por último encontrei um relato de um teste, num site português (leia aqui), que me empolgou de vez. Semana passada efetuei a compra de um par do modelo G9, que chegou em minha casa no último sábado. Como estou embarcado ainda não pude instalar, muito menos testar, mas com certeza vou fazê-lo tão logo possível. 

Espero que seja tudo isso mesmo, pois o bichinho é caro!!! Vou documentar a instalação e testes, postando aqui depois, e espero em breve desfrutar de seus recursos numa bela viagem.


Prá quem interessar segue o link do manual em português (aqui).



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Capitais Sulamericanas I


Percurso total: 8791 km

Este roteiro envolve quatro países da América do Sul: Uruguai, Argentina, Chile e Paraguai, e passagem pelas respectivas capitais: Montevideo, Buenos Aires, Santiago e Assuncion.
Estimo o custo por pessoa (e moto) entre 3,5 e 4,5 mil reais, a depender do grau de exigência de cada um. Durante o dia acho importante comidas leves ou lanches para evitar aquela "lombeira" depois das refeições. Prefiro comer alguma coisa em mais paradas curtas do que uma parada mais longa e um baita prato.
À noite pode ser um jantar mesmo, mas me dou muito por satisfeito com uma pizza, ou algo assim.
A hospedagem é de econômica até "três estrelas" (considerando padrão brasileiro). Não exijo sofisticação, procuro basicamente bom preço, acomodações limpas e chuveiro quente.
A previsão é de 22 dias, com 01 (um) dia de turismo em cada capital. Obviamente que, conforme a disponibilidade de quem for viajar, pode-se estender por exemplo para 25 dias, o que permitiria aumentar a estadia em alguma(s) destas capitais, ou mesmo criar parada em outras cidades.


Como faço o planejamento?
1º) Traço o percurso que quero fazer;
2º) Vou fracionando o mesmo em distâncias entre 400 e 700 km para compatibilizar as paradas com lugares interessantes, considerando neste momento apenas pernoites;
3º) Agora observo o número de dias necessário para cumprir o trajeto e vejo de quanto tempo disponho, assim vou poder determinar quanto tempo poderei ficar sem deslocamento, fazendo turismo local.

É importante isso pois temos que abrir mão de lugares interessantíssimos em função do limite do tempo mas é absolutamente necessário nestas circunstâncias.
Se você não quer passar o dia se deslocando (a maior parte do tempo), se quer passear pelas cidades e não pelas estradas, se acha cansativo ou sobre humano ficar de seis a dez horas por dia sobre a moto e rodar de 400 a 700km, então te dou uma dica melhor que todas estas: vá de avião!!! Caso contrário... me passa um email ou me liga... "tamu juntos"!!!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ushuaia 2013

Você já ouviu falar no Fim do Mundo? Pois é, ele existe.

Chama-se Ushuaia e é mais lindo do que você possa imaginar. Ushuaia é uma pequena cidade da Argentina,  com pouco mais de 20 mil habitantes. É a capital da Província da Terra do Fogo, no extremo sul da Argentina, há apenas 700 quilômetros da Península Antártica. Recebeu o apelido de “Cidade do Fim do Mundo”, por ser a cidade mais ao sul (austral) do planeta que se pode chegar por estradas.




Foi colonizada por europeus a partir de meados do século XIX, e a cidade cresceu lentamente ao longo da primeira metade do século XX, organizando-se em torno da instalação de um grande presídio, o que fez com que se formasse uma impressão sombria sobre o local. A partir da metade do século este presídio foi extinto, a cultura se diversificou e o progresso se deu mais rápido, depois por receber a visita do navio Beagle onde viajava Charles Darwin e finalmente ao se tornar Zona Franca para o comércio, inclusive com incentivos governamentais para a fixação de novos residentes.



Hoje, é conhecida e respeitada como um dos mais belos atrativos turísticos da América do Sul, e se tornou conhecida com a "Cidade do Fim do Mundo". Realmente Ushuaia é um lugar maravilhoso, cercado de altas montanhas coroadas de neve, lindos bosques nativos, lagos cinematográficos e margeada pelo histórico Canal de Beagle.



Ushuaia tem um clima frio e úmido com bastante vento durante todo o ano. No inverno, que vai de junho a outubro, a temperatura varia de -6º C e 4º C, e do centro de Ski Cerro Castor a temperatura pode chegar a -15ºC. Entre os meses de outubro e março, a temperatura está mais quente e agradável, com temperatura média de 10oC. Nesta época, os dias ficam mais longos, com duração de até 18 horas. Esse período é ideal para realizar trekkings e passeios de barco.



A pinguineira pode ser visitar entre os meses de dezembro e fevereiro, quando são registradas temperaturas que variam de 6ºC a 18ºC.



Se você quiser ir ao Ushuaia via terrestre poderá fazê-lo através de estradas até o Estreito de Magalhães, onde será necessário a travessia por balsa (cerca de 20 minutos). Após a travessia virá a aduana de saída da Argentina e entrada no Chile. Depois, cerca de 250 km de estrada de rípio até a próxima aduana (saída do Chile  entrada na Argentina) e finalmente se chega ao fim... fim do mundo. 














sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O namoro continua...

Mais uma vez  passei pra dar um paquerada, e dessa vez trouxe a patroa... sem a aprovação dela não rola...


Meio contrariado acabei aceitando o pedido da Hayabusa que insistia em tirar uma foto comigo .



domingo, 21 de outubro de 2012

Links Legais


Expedição Sul




Total: 4.534 km

GRAMADO
Provavelmente, a cidade mais conhecida pelos turistas de fora do Rio Grande do Sul e por quem gosta de viajar, no próprio Rio Grande do Sul. A cidade se estruturou em torno do turismo, e desenvolveu atrações interessantes. Resultado: quando se fala em inverno no Rio Grande do Sul, sempre se pensa direto em Gramado.



As atrações são muitas, a comida é boa e farta -- embora nem sempre seja barata -- e o chocolate caseiro é uma tentação -- especialmente no inverno. Portanto, compense os pecados da gula com longos passeios pelos pontos turísticos.
Comece pelos lagos e parques. Uma boa caminhada ou passeio de bicicleta ao redor do Lago Negro, que tem bosque e pedalinhos, é uma forma gostosa de iniciar um bom dia. Às vezes a neblina cobre o lago e a paisagem fica, realmente, "européia". O outro lago é o Joaquina Bier. Menor, não tem tanto charme quanto o Lago Negro. Mas vale a visita.
Mas quem quer andar com aquela sensação de estar "respirando o verde" deve mesmo visitar o Parque Knorr. Com 70 mil metros quadrados, casas de enxaimel, desníveis de terreno, permite que se tenha a sensação de estar no meio de um bosque, em certos momentos. O Parque fica aberto das 8 às 17h30.



Para as crianças, existe uma atração especial em Gramado. Se você não tem uma criança para levar, peça uma emprestada. Ou então use da sua cara de pau e diga que está fazendo uma pesquisa sobre "a capacidade lúdica dos adultos". Ou use qualquer desculpa que quiser. Mas não deixe de ir ao Mini-Mundo, uma cidade miniaturizada, com castelos europeus, prédios vários, criados pelo esforço de uma família.



O Mini-Mundo é um encanto, e funciona de terça a domingo, fechando na segunda quinzena de maio. Ele está situado ao lado do Hotel Ritta Höppner -- a família proprietária do hotel é, também, proprietária do Mini-Mundo.

Os mais crescidinhos e amantes da ecologia e meio ambiente devem visitar a Cascata dos Narcisos e a Véu de Noiva. Ambas ficam bem próximas do centro da cidade, e as placas indicativas são fáceis de seguir. E os amantes do cinema podem dar um pulo no Palácio dos Festivais, situado na rua principal de Gramado. É ali que se realiza o Festival de Cinema, evento que tornou a cidade mais conhecida ainda.



Compras? Não faltam. Artesanato, malhas, chocolates aos montes, vinhos e os "móveis de Gramado". Lojas por todos os lados. E restaurantes também. 

BENTO GONÇALVES

FLORIANÓPOLIS

CURITIBA










Expedição Caldas Novas-GO




Total: 2.697 km


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Lençóis Maranhenses

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é um parque nacional brasileiro criado em 2 de junho de 1981 numa área de 155 mil hectares nas margens do Rio Preguiças, no nordeste do estado do Maranhão e distante cerca de 260 km de São Luís, ocupando uma área total de 270 quilômetros quadrados, com dunas de até 40 metros e lagoas de água doce.


Trata-se de um ecossistema costeiro único dentro do bioma caatinga, que associa ventos fortes e chuvas regulares. Consiste em uma faixa de dunas que avança entre 5 e 25 quilômetros em direção ao interior. As dunas formam pequenas lagoas de água doce. O filme Casa de Areia foi gravado dentro do parque.

Está localizado no estado do Maranhão, abrangendo os municípios de Barreirinhas, Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro do Maranhão e Paulino Neves. O acesso é realizado por via terrestre pela BR 135, por via Marítima, entrando no canal do Rio Preguiças em Atins e por via Fluvial, a partir de Barreirinhas, através do Rio Preguiças. Por via terrestre, saindo de São Luís, a capital do estado, percorre-se 58 km até Rosário, e a partir daí mais 22 km até Morros e 162 km até Barreirinhas, cruzando-se o trevo para Humberto de Campos. Por via fluvial, adentra-se através do mesmo Rio Preguiças, a partir de Barreirinhas, onde se pode chegar até Atins, no qual existe uma sede administrativa.
A sede do Parque fica a 2 km de Barreirinhas, do outro lado do Rio Preguiças, onde se atravessa de balsa. Existem passeios a partir de Barreirinhas, utilizando veículos apropriados, por meio do qual se chega até as dunas e lagoas de água doce.

Geografia

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses localiza-se na Microrregião dos Lençóis Maranhenses, ao norte do Brasil e litoral oriental do Maranhão. Para chegar aos lençóis maranhenses pode-se utilizar aviões domésticos de pequeno porte vindos de São Luís até Barreirinhas (distância de 276 Km), com um tempo médio de 50 minutos, em via terrestre são cerca de cinco horas de viagem . Chegando em Barreirinhas é possível visitar os lençóis por meio fluvial, partindo do Rio Preguiças até sua foz com um tempo médio de quatro horas, por meio de barco de linha regular e uma hora em uma lancha.
Também é possível visitar o parque com automóvel (via terrestre) por meio de outras cidades como Humberto de campos (cerca de 259 Km de distância) com duração de três horas e meia, Primeira Cruz (cerca de 272 Km de distância) com duração de aproximadamente quatro horas, Santo Amaro do Maranhão (cerca de 285 Km de distância) com duração aproximada de quatro horas e Paulino Neves (cerca de 475 Km de distância) com duração aproximada de seis horas.
Neste parque de quase 1.550 km2 nasce um rio muito importante para a região, chamado de Rio Preguiças que corta o parque ao meio até desaguar no mar.

Clima

A região dos Lençóis maranhenses pode parecer desértica, mas chove durante um período do ano que vai de Janeiro a Julho. As chuvas contribuem para o controle da umidade da região e formação de Lagos paradisíacos que geralmente secam durante o período seco que vai de Agosto a Dezembro. Chove em média na região 783,3 mm e 991,8 mm, respectivamente.
O clima é sub-úmido seco e as temperaturas medianas anuais estão numa faixa de 26ºC e o índice pluviométrico de 1750 mm, ocorrendo duas estações bem diferenciadas, a estação das chuvas, que começa em Janeiro e termina em Julho e a estação seca, que incia em Agosto e finaliza em Dezembro. No período de transição entre os meses de Dezembro e Janeiro, as vezes até o final de Fevereiro, os lençóis maranhenses ocasionalmente secam, deixando uma bela mais ao mesmo tempo triste do local, pois as lagoas azuladas ou esverdeadas não existem mais.

Vegetação

Os Lençóis maranhenses é uma região rodeada por uma junção de vários biomas, cerrado, caatinga e Floresta Amazônica. Essa junção forma um tipo de bioma único conhecido que merece total conservação.

sábado, 20 de outubro de 2012

Expedição Norte-Nordeste 2013

Pretendo fazer este trajeto em 2013 sendo que, a princípio, vejo três opções:
1) Em uma moto apenas, com minha esposa
2) Em duas ou três motos, com esposa e filhos
3) Uma ou duas motos e mais um carro, com a família completa

 Vamos ver como vai desenrolar...


Inicialmente a idéia é fazer o trecho em 26 dias (vide planilha), passando por 16 estados brasileiros, totalizando 8.135km.






sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mirage 650

Estive conversando hoje com um colega que adquiriu essa moto e está encantado. Elogiou muito, principalmente a potência, que diferentemente das "custons" tradicionais, que apesar de altas cilindradas despejam pouca potência, esta Kasinski sobra nas ultrapassagens e acelerações rápidas, daí justamente uma das razões para estar sendo considerada a mais "esportiva" das "custons" que estão no mercado nacional.

Clique nas fotos para ampliar (vale a pena!!), e se quiser ler mais sobre ela clique AQUI.










segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Aos Viajantes

Estávamos ali, no meio do nada, num cenário inóspito e inicialmente “sem graça”. Que beleza havia naquelas retas infindáveis e montanhas alaranjadas? Que beleza havia naquele cenário tão “pobre”? Mas a beleza estava muito além do que os olhos poderiam ver. Não tem como mensurar... não tem como descrever. É preciso estar lá pra entender como um lugar tão “feio” pode significar tanto, a ponto de se tornar tão bonito. Sim, olhar para aquele cenário e se sentir deslumbrado era o que mais nos surpreendia. Não fosse o fato de estarmos ali, jamais teríamos entendido.
É passando neste “fim de mundo”, tão longe de casa, tão desprovido daquele “conforto” disponível e desejado todos os dias, tido até como indispensável, é que a gente percebe o quanto é preciso tão pouca coisa pra se viver bem."  
Elton Guedes  (atravessando o Deserto do Atacama)
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Tanto tempo passei sonhando em chegar a Machu Picchu, e do meu modo: de moto!!!
Mas ali estávamos nós, satisfeitos e realizados, e de repente você se pergunta: e agora? Acabou!
É muito bom sonhar, fazer planos, almejar alguma coisa. Atingir os objetivos é gratificante, mas fica esta sensação dentro de nós mesmos, de que acabou. E o que mais haverá além do fim?
É preciso trabalhar bem com a mente para que a alegria da realização não seja ofuscada pela necessidade de, rapidamente, estabelecer novas metas, tocar a vida, com novos sonhos, novos desejos.
Essa é a arte de viver." 
Elton Guedes (saindo de Machu Picchu)
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O destino inicial era Machu Picchu, mas a escolha de fazer um trajeto de volta totalmente diferente - e novo - foi estratégico.
Primeiro, porque na "volta", normalmente somos - todos nós - acometidos daquela sensação de já ter feito o que se tinha que fazer, e a ansiedade e impaciência começam a crescer, o que nos leva a uma condição de insegurança, pois tendemos a andar mais rápido e por mais tempo.
Todos nós temos limites e aprendi uma coisa na vida: quando se quer ousar, desafiar estes limites, vamos em direção a eles, o mais perto que pudermos chegar, até ultrapassá-los, quando possível.
Mas quando o que se quer é segurança, não é prudente nem sábio, se aproximar demais deles." 
Elton Guedes (saíndo de Cuzco rumo ao Acre)
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Tem gente que olha minhas fotos pelas estradas e pergunta: o que tem de especial aí??? Acho que só quem consegue ver é quem já esteve numa situação assim... numa moto, pelas estradas... ela (a estrada) é diferente, o vento é diferente, a chuva é diferente... a vida é diferente. É uma outra dimensão."
Elton Guedes 
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Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir" 
Amyr Klink
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É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos, nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver". 
Gabriel Garcia Marques 
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Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver." 
Amyr Klink
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Os grandes homens e poetas são, em sua imensa maioria, eternos viajantes. Não viajantes comuns, mas exploradores. Uma verdadeira viagem tem que ter essa conotação: explorar, superar limites, desejar o novo.
VIAJAR, sob todos esses aspectos, tornou-se essencial para mim, para minha própria formação intelectual e espiritual. Foi o meio que utilizei para amadurecer e fortalecer meu espírito e para experimentar um tipo de felicidade que ainda não conhecia. De falar com propriedade das coisas que vi, que senti e que presenciei.
Creio que o verdadeiro encontro interior para alguns, como eu, precisa passar pela experiência do ir para longe e do voltar feliz para casa. Do desvendar o que existe além da montanha e do rio. Do experimentar diferentes sons, odores e temperaturas. Do contemplar o sol, a chuva ou as estrelas. Do conhecer pessoas simples e do aprender com elas.
Eu, após viajar muito de ônibus, de avião e automóvel, só consegui experimentar um contato profundo comigo mesmo depois que passei a viajar de motocicleta. Sabe-se lá o porquê, mas sempre tentei me justificar acreditando que pilotar uma moto por longos períodos de tempo gera um estado mental diferenciado. O corpo, em contato direto com o ambiente, parece estar sob as carícias da natureza. A mente relaxa, mas os reflexos ficam acesos e prontos para dar comandos rápidos aos membros. Em outra oportunidade cheguei a comparar esse estado psíquico ao que os antigos monges taoístas chamavam de “encontrar o silêncio no meio da tempestade”. É uma espécie de inebriamento que só acontece quando nos deslocamos em velocidade moderada. Quando se acelera com exagero as emoções são diferentes, decorrem da adrenalina, mas não se atinge essa condição espiritual.
Contudo, não advogo a tese de que a motocicleta é o melhor veículo para todos. Trata-se de uma constatação pessoal. Sei de outros viajantes que vivenciaram emoções idênticas dentro de um jipe, de um veleiro, sobre uma bicicleta ou simplesmente caminhando ou mochilando pelas estradas do mundo. Quem viaja está sempre construindo algo diferente para suas vidas. Está abrindo seu coração para novos sentimentos e amizades. Está descerrando a mente para novos conhecimentos, os olhos para novos cenários e horizontes.
Enfim, compartilhando sua alma com o planeta que o acolhe." 
Flávio Faria
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Pior que não terminar uma viagem é nunca partir." 
Amyr Klink
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Passados dois meses de tantas histórias, comecei a pensar no sentido da solidão. Um estado interior que não depende da distância...nem do isolamento; um vazio que invade as pessoas... E que a simples companhia ou presença humana não pode preencher. Solidão foi a única coisa que eu não senti, depois que parti...nunca...em momento algum. Estava, sim, atacado de uma voraz saudade. De tudo e de todos, de coisas e de pessoas que há muito tempo não via. Mas a saudade às vezes faz bem ao coração. Valoriza os sentimentos, acende as esperanças e apaga as distâncias. Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudade...mas não estará só!" 
Amyr Klink
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Não precisamos correr sozinhos o risco da aventura, pois os heróis de todos os tempos a percorreram antes de nós, o labirinto é conhecido em toda a sua extensão. Temos apenas que seguir a trilha do herói e lá, onde esperávamos encontrar um monstro, encontraremos um Deus; onde pensávamos matar alguém, mataremos a nós mesmos; onde pensávamos viajar para o longe, viajaremos para o centro da nossa própria existência; e onde pensávamos estar sozinhos, estaremos na companhia do mundo inteiro." 
Joseph Campbell
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Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." 
Fernando Pessoa
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E me imagino percorrendo aquele trecho, imaginariamente, em um dia bonito como foi aquele, como se algo de lá agora me pertencesse e pudesse percorrer o trecho, de coração, quantas vezes quisesse. Aquele trecho nos pertence. E jamais nos esqueceremos de tudo que vimos." 
Antonela Catania
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A viagem não acaba nunca...
Só os viajantes acabam.
E mesmo estes podem prolongar-se em memória,
em lembrança, em narrativa.
Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim.
O fim de uma viagem é apenas o começo de outra.
É preciso ver o que não foi visto,
ver outra vez o que se viu já,
ver na primavera o que se vira no verão,
ver de dia o que se viu de noite,
com o sol onde primeiramente a chuva caía,
ver a seara verde, o fruto maduro,
a pedra que mudou de lugar,
a sombra que aqui não estava.
É preciso voltar aos passos que foram dados,
para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles.
É preciso recomeçar a viagem.
Sempre." 
Jose Saramago 
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Quando vou não é para me encontrar e sim para me perder. Lembranças, memórias, são mapas para lugar nenhum, são ilhas, e me basta o confuso horizonte dos enigmas...Não lhe importa ouro Caminheiro, mas sim a lapidação." 
Costa Melo 
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Nunca se preocupe com o início e o fim, mas com o decorrer da vida. O real não está na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia. "
Costa Melo 
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Quando o desejo de realizar um sonho passa a ser o desafio de fazer acontecer, é inevitável que aconteça."
Rubem Junior 
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Próximas viagens:

A gente planeja muita coisa, é fácil e de graça.

Tenho vontade de rodar muito, isso é uma terapia prá mim. Infelizmente nem sempre pessoas com quem gostaríamos de andar tem a mesma disponibilidade que a gente, mas a gente "projeta", e de uma hora para a outra alguns desses planos podem se concretizar.

Tenho algumas viagens e passeios em mente:
- Lençóis Maranhenses
- Expedição Nordeste II
- Expedição Norte Nordeste 
- Caldas Novas-GO
- Expedição Sul
- Atacama II (retornando por Santiago-CHI, Mendonza/Buenos Aires-ARG e Montevidéo-URU)
- Ushuaia-ARG
- Colômbia/Venezuela
- Machu Picchu II
- Estrada Real
- Argentina (entrar pelo norte e sair pelo sul)

Gostou de algum desses? Vamos partir quando?


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Minhas Trilhas

Realizei várias trilhas, sozinho, com a esposa, com filhos na garupa, e com amigos. Pena que tenha poucos registros disso mas tentarei gerar mais material, me divertindo, lógico.


Eu e Felipe
Eu e Wellington, descansando
Parada para uma água
Felipe passando pelo lamaçal

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