quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Bem vindo ao mundo 4 x 4


De volta ao off-road, agora nas versões 2x1 (Yamaha DT200) e 4x4 (Suzuki Jimny 4Sport).
No dia 07/12 já foi a estréia do Incrível Hulk ou, o pequeno Jimny, quando estávamos eu e Anna Paula. No dia seguinte repeti a dose, dessa vez com esposa, filhos, sobrinha e norinha. Foram momentos agradabilíssimos.

Assista alguns vídeos:
Test drive (Concessionária Azumi, Juiz de Fora-MG)
Trilha do Bambuí (saímos de Itaperuna e chegamos em Bom Jesus do Itabapoana)





quinta-feira, 25 de julho de 2013

Chapada Diamantina


- Data/Hora saída:
Data/Hora Chegada: 
Tempo total previsto (em estrada): 15 horas
Distância a Percorrer: 1241 km
Consumo Combustível: 73 litros


Esta é mais um dos destinos incríveis pra quem gosta de aventuras, onde pretendo ir em breve.







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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Resumo da Viagem - Nordeste 2013


- PARTICIPANTES: Eu (Elton) pilotando e minha esposa (Lourdes) dormindo (rsrsrsrs)
- MOTO: Yamaha Super Tenere 1200cc
- PERÍODO: 19/06 a 01/07/2013
DURAÇÃO: 13 dias
- DISTÂNCIA PERCORRIDA: 4.774 km
- CONSUMO MÉDIO DE COMBUSTÍVEL: 16,5 km/l


Scala Rider: 
O comunicador funcionou muito bem e dá uma nova dinâmica à viagem. Poder conversar o tempo todo com o garupa é um ganho sem igual.
Em termos de duração da bateria, foi surpreendente, pois nos falamos por mais de 11 horas sem problema.
Preciso regular a sensibilidade (feita via software) do microfone da Lu pois estava abrindo o áudio muitas vezes só com o vento e turbulência.
Preciso me familiarizar mais com o uso do mesmo, o bluetooh, rádio... e também o modo de comunicação, pois o que usamos apenas era necessário chamar pelo nome e a comunicação era estabelecida e poucas vezes se desfazia (é preciso um certo tempo em silêncio para que isso aconteça).


Moto:
Essa moto é fantástica proporcionando muito conforto e prazer em pilotar.
Não tive problemas com dores no tornozelo direito por causa do pedal de freio que é curto. Mas duas ações foram tomadas: usei um alongador da Touratech (que melhora um pouquinho só) e a elevação do banco (que faz com que a perna fique menos dobrada e consequentemente o tornozelo também).
A bolha funciona tão bem que é possível andar 110~120 km/h com a viseira levantada sem problema (só não é recomendável afinal, quem já experimentou um marimbondo batendo direto no rosto sabe do que estou falando).

Vídeos:
21/06/2014 (Após Indiaroba-SE, rumo a Aracaju-SE pelo litoral)
22/06/2014 (Saindo de Maceió-AL) - Curtindo a encantadora orla dessa cidade apaixonante, do momento que saímos do hotel, logo no início da Pajuçara, passando pela Ponta Verde, Jatiúca, até o abastecimento, em Cruz das Almas.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

01/07 - Décimo Terceiro Dia - Itaperuna-RJ


Hora saída: 07:10h
Hora Chegada: 16:35h
Tempo total: 09 horas e 25 minutos
Distância Percorrida: 644 km
Velocidade Média: 67,9 km/h
Consumo Combustível: 16,2 km/litro

Programei o celular para despertar às 05:40h e a idéia era sair até às 06:00h, mas cometi um erro e simplesmente só nos acordamos às 06:25h. Por causa disso decidimos nem tomar o café da manhã. Rapidamente nos arrumamos e descemos com a mochila. Fomos ao posto abastecer a moto e partimos para o último dia da viagem.

Na primeira etapa rodamos direto por exatas 02:59h, percorrendo 253 km, e paramos num posto em Aracruz-ES para abastecer e aproveitar para beber e comer algo. Voltamos à estrada e rodamos por mais 02:55h, num trecho mais sinuoso e com um certo tráfego de veículos, por isso foram apenas 168 km, parando na orla de Piúma-ES, para degustarmos um pote de açaí.

Daí em diante j´nos sentíamos praticamente em casa e viemos em tranquilidade e eu, como sempre, lutando para manter a Lu acordada. Paramos 34 km adiante, em Marataízes-ES, para abastecer pela última vez na viagem. Mais 68 km chegamos no trevo que entra para Apiacá-ES, saindo da BR-101, e dali mais 75 km e concluímos nossa viagem.

Quando chegamos em casa o Rillion já estava na calçada, com seu amiguinho (cãozinho) Fred no colo, nos esperando, e com o portão da garagem já aberto, como se nos chamando para um abraço. Bom demais chegar em casa são e salvo, e felizes.

A Lu jura que depois dessa ela se aposenta da garupa e que não fará mais viagens longas de moto, mas eu não posso e nem quero dizer o mesmo. Vamos ver o que virá.

Até breve.



domingo, 30 de junho de 2013

30/06 - Décimo Segundo Dia - Teixeira de Freitas-BA


Hora saída: 06:35h
Hora Chegada: 16:25h
Tempo total: 09 horas e 50 minutos
Distância Percorrida: 767 km
- Velocidade Média: 80,7 km/h
Consumo Combustível: 17,2 km/l


Hoje acordamos às 05:40h e nos aprontamos logo. Nos despedimos do casal Professor Bacta e Márcia, que tão generosamente nos hospedaram. Nosso agradecimento a vocês, não só pela acolhida mas pela atenção e disposição em nos proporcionar uma estadia muito legal.


Nos primeiros 60 km pegamos uma neblina muito densa que dificultava progredir como gostaríamos, mas o importante é que não estávamos estressados, muito pelo contrário, e isso era o que valia.

Depois disso a visibilidade ficou boa e conseguimos andar bastante, e em segurança, sem pressa. Essa é a importância de se acordar cedo e ganhar a parte da manhã. Nos espantamos quando demos conta que, por volta de meio dia, já tínhamos rodado 400 km. Com isso conseguimos andar mais de 700 km neste dia e ainda parar às 16:30h permitindo que a Lu pudesse descansar bastante.

Após a partida entre Brasil e Espanha fomos ao shopping para jantar e de quebra ganhar um prato de graça pois, tal como já acontecera em Santo Antônio de Jesus-BA, o garçom trouxe errado nosso pedido e depois nos trouxe o correto sem cobrar o anterior.



29/06 - Décimo Primeiro Dia - Alagoinhas-BA



Pela manhã fomos ao sítio do Professor Bacta e, adivinhem o que descobri por lá? Um poço de petróleo. Exatamente: um poço de petróleo. Ele diz que não é dele mas... não me convenceu.

Professor Bacta e seu poço de petróleo

Passamos ótimos momentos ali, com muita tranquilidade, água de côco, forró, licor de jenipapu e alegria.



Alagoinhas foi fundada no final do séc. XVIII, quando um padre português, primeiro habitante da região, começou a construir uma capela, no intuito de propagar a doutrina católica entre os primeiros moradores do local.Posteriormente, no lugar dessa capela, o padre começou a construir a Igreja de Alagoinhas Velha, obra que nunca chegou a ser concluída, por conta da chegada da estrada de ferro no século XIX.

Ruinas da igreja centenária de Alagoinhas Velha

Retornamos do sítio direto para a casa do companheiro Jairo onde um churrasco nos esperava. Ficamos ali boa parte do dia com bastante "resenha", mais licor de jenipapu, cerveja, coca-cola e... água. Pois é, amigo Jairo, sem água não dá certo...rsrsr

À direita o casal Jairo e Rai

Comemos muito... bebemos um bocado (eles... eu não!). Saímos dali para outra "investida", desta vez na casa do Jorge, que havíamos conhecido na noite anterior, no sítio. Mais cerveja, mais licor... e mais água.

A esposa do Jorge, Márcia, Bacta, Jorge, eu e Lu
Papeamos e nos divertimos muito neste dia. Foi muito bom estar com amigos e já estamos articulando um novo encontro, possivelmente em janeiro de 2014. Saímos dali moídos e chegando em casa foi só o tempo de tomar um banho, arrumar as coisas e cair na cama.


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sábado, 29 de junho de 2013

28/06 - Décimo Dia - Alagoinhas-BA


Hora saída: 09:00h
Hora Chegada: 17:10h
Tempo total: 08 horas e 10 minutos
Distância Percorrida: 487 km
Velocidade Média: 59,4 km/h
Consumo Combustível: 16,8 km/l

Tudo pronto para a saída, tempo meio chuvoso, partimos às 09:00h. após nos despedirmos do casal de amigos Omena e Nadja,  pra quem deixamos também nossos agradecimentos pois foram muito atenciosos e gentis conosco. Abastecemos num posto na orla e deixamos Maceió, já sentindo muita saudade desse lugar mágico.

Despedida dos amigos Omena e Nadja

Apesar do desgosto na vinda, resolvi fazer o mesmo percurso visto que agora estava de dia e o tempo foi melhorando, com a chuva passando e o sol se abrindo. Mas foi aí que descobri que fui um herói somente caindo em três buracos naquele dia, afinal haviam muitos buracos, mas muito mesmo. A tortura começa logo após a praia do Gunga, com crateras se alternado em distância e lado da pista. Um horror. Eu ia passando e imaginando como que tínhamos passado por toda aquela tormenta sem maiores sustos. Mas é depois de Coruripe que o "bicho pega". Dali até Piaçabuçu é um inferno, e só tem uma explicação: Deus. Ou Ele nos desviava dos buracos ou desviava os buracos de nós.


Na balsa, para travessia do rio São Francisco, em Penedo-AL
Definitivamente algo sobrenatural aconteceu pois eu não enxergava quase nada naquela noite, chovendo, viseira toda respingada e mais um detalhe que só resolvi na Yamaha em Maceió: os faróis estavam muito altos e não iluminavam a estrada. Pra se ter uma ideia, eu não podia usar o farol alto pois ele iluminava totalmente fora da estrada, e quando cruzava com outros veículos eles reclamavam e o que eu ia fazer, se já estava no baixo? Só depois da dica da Lu foi que passei a jogar o alto quando cruzava com outros veículos e então eles pararam de reclamar.


Fizemos uma parada de 20 minutos em Piaçabuçu para comer algo leve e hidratar. Chegamos em Penedo-AL às 12:00h, após 167 km, e aguardamos uns 10 minutos para a chegada da balsa.

Às 14:00h paramos num posto em Rosário do Catete-SE para abastecimento da moto e mais um lanche leve, e dois RedBulls, pois a Lu estava com sono turbinado.

Às 17:10h chegamos em Alagoinhas-BA e fomos para a casa do amigo Professor Bacta (vulgo "Bactéria", como é conhecido na plataforma). Fomos muito gentilmente recebidos por ele, pela esposa Márcia e pelas filhas.

Juntou-se a nós nesse dia (ou melhor: nessa noite) um outro velho amigo, o "cumpadi" Jairo. Muita resenha...kkkkk.




sexta-feira, 28 de junho de 2013

27/06 - Nono Dia - Maceió-AL


Como sempre, demos um giro pela cidade e depois fomos dar um passeio em Barra de São Miguel. Em Alagoas todo o litoral é muito bonito e inspirador, e fui conhecer mais um pedaço disso.

É uma pena que chegando na localidade apenas encontramos acesso a um pequeno trecho (acho que uns 150 metros) de rua, com alguns quiosques. Ainda seguimos adiante e entramos na vila mas igualmente, o acesso é péssimo, ou melhor: inexistente. Alguns podem gostar mas eu acho péssimo.

Voltamos ao pequeno trecho de rua e procuramos uma sombra pra estacionar. Logo nos ofereceram um passeio de barco e prontamente ingressamos nessa.

Lá vamos nós... 
 O barquinho levava nós dois e mais três pessoas e uma criança (de colo), além do piloto. Após alguns minutos de navegação é feita uma pausa nos arrecifes onde andamos sobre as piscinas que se formam, repletas de pequenos peixes.

Um ouriço do mar... há quem ache LINDO...kkkkk

Saindo dali, mais alguns minutos de navegação e é feita nova pausa, agora para banho. A parada aqui é de cerca de 30 minutos, que passam rapidamente, por isso o segredo é aproveitar.



O dia estava com um sol legal, e tudo conspirando a favor, mas como eu disse que era preciso aproveitar, nada de ficar ali sentado muito tempo.



 Então, preparação pra entrar na água... um coquetel servido no abacaxi, dando uma "esquentada", que na verdade nem seria necessário pois a temperatura da água é tudo de bom... morninha.



 Após um banho gostoso seguimos para a praia do Gunga, onde estivemos em 2010. Chegando lá fomos informados pela "barqueiro" que os demais passageiros não retornariam, portanto ele estava por nossa conta e assim poderíamos retornar quando desejássemos.

"Tá me esperando na janela ai ai... não sei se vou me segurar"

Fizemos um rápido passeio ali no Gunga, tiramos muitas fotos e retornamos ao quiosque de onde partimos, para almoçarmos.

A gente trabalha, se cansa, se desgasta... numa hora tem que parar e descansar um pouco.
Após uma gostosa moqueca de lagosta retornamos para Maceió. Não chegamos a aproveitar bem a noite pois, além de chuvosa, tínhamos que arrumar as coisas e dormir cedo, pra iniciarmos o retorno no dia seguinte.



quinta-feira, 27 de junho de 2013

26/06 - Oitavo Dia - Maceió-AL

Mais um dia de tour pela cidade, mas procuramos dosar e curtir o natural também, o dia a dia, o trivial. Assim, fomos a shopping, supermercado, praias, etc.

Aqui nós almoçamos juntos, pela primeira vez

À noite fomos para mais uma circulada e acabamos parando na Bodegas do Sertão, um lugar bem caracterizado e legal, simplesmente imperdível.


Cuscuz, milho cozido, munguzá, puba, carne de sol, linguiça de bode, e por aí vai. É divertido e gostoso acima de tudo.


Tinha Lampião, Maria Bonita, noiva, noivo, cangaceiros... o pessoal bastante educado e simpático.


Gostaríamos de ter ficado mais tempo por lá, ou mesmo esticar um pouco mais a noite, mas a chuva estava indo e vindo, e resolvemos voltar para o apartamento e descansar.


Com certeza, quando voltarmos à Maceió, visitaremos de novo este lugar. Em 2010 passamos em frente mas não imaginamos o que nos reservava lá dentro e acabamos não entrando.



quarta-feira, 26 de junho de 2013

25/06 - Sétimo Dia - Maceió-AL

Logo pela manhã consegui contato com o companheiro de trabalho Ronaldo Omena com o qual já havíamos reservado um apartamento onde passaríamos três dias. Saímos do hotel e fomos para o condomínio, já conhecido nosso pois ali também ficamos em 2010.


Nos alojamos e fomos alugar um carro, uma vez que deixaria a moto na Yamaha para lavar e ajustar os faróis. Resolvidas estas questões fizemos algumas incursões pela cidade, sempre apaixonante.

À noite saímos com Omena e sua esposa Nadja, e fomos à uma cuscuzeria na avenida Doutor Antônio Gomes de Barros, que é um point de degustação e distração noturna, ali você encontra variadas opções, de ambientes mais jovens e barulhentos àqueles mais sossegados e "familiares". Massas, carnes, lanches, e tudo o mais.




terça-feira, 25 de junho de 2013

24/06 - Sexto Dia - Maceió-AL


Hora saída: 10:25h
Hora Chegada: 14:50h
Tempo total: 04 horas e 25 minutos
Distância Percorrida: 262 km
Velocidade Média: 59 km/h
Consumo Combustível: 16,5 km/litro

Perdemos a hora e acordamos já às 08:30h, nos apressamos e pegamos a moto nos dirigindo para o local onde estava nossa bagagem. Tudo arrumado, saímos mesmo de Recife às 10:25h.

Noite em Maceió-AL, aqui tudo tem cores especiais

Foi tranquilo o retorno à Maceió-AL, onde chegamos às 14:50h. Resolvemos parar na orla para uma refeição mas tivemos aqui uma baita decepção num restaurante de nome Camarão com Pimenta, bem em frente ao Hotel Ponta Verde. Pedimos um prato de camarão com alguns acompanhamentos, mas francamente... um purê de batatas que mais parecia um mingau de trigo, um arroz horrível, e um camarão sofrível. Nota ZERO, Nunca mais!!!

15 anos de união... e foi aqui que tudo começou

Cansados e aborrecidos pela péssima refeição, decidimos ir para um hotel descansar para que mais tarde tentássemos de novo comer algo melhor. Nos alojamos e dormimos até às 22:20h, quando fomos à orla novamente. Desta vez paramos ainda em Ponta Verde, mas no restaurante Lopana, desta vez sim fomos bem atendidos e ficamos satisfeitos.




segunda-feira, 24 de junho de 2013

23/06 - Quinto Dia - Recife-PE

Hoje foi dia de dormir até mais tarde... que coisa boa. Passamos o dia entre amigos, e em toda parte tinham fogueiras "de São João" sendo montadas. O povo aqui curte muito isso.

Lu, Monique e Nasa

À tardinha ainda demos uma volta de moto pela cidade, mas confesso que o trânsito aqui é impressionantemente mau educado, e isso desanima de circular por lá.

Eu, Douglas e Marcos

Foi mais um dia tranquilo e de descanso. Fomos dormir relativamente cedo pois pretendíamos sair cedo no dia seguinte, retornando à Maceió-AL.

Na orla de Boa Viagem

domingo, 23 de junho de 2013

22/06 - Quarto Dia - Recife-PE


Hora saída: 09:10h
Hora Chegada: 12:45h
Tempo total: 03 horas e 35 minutos
Distância Percorrida: 262 km
Velocidade Média: 74 km/h
Consumo Combustível: 16,7 km

Dia de sábado, saímos às 09:10h de Maceió-AL (veja VIDEO), pela rodovia AL-101, seguindo via litoral. Em Barra de Santo Antõnio-AL deixamos esta rodovia e pegamos a AL-403, mas creio que poderíamos ter entrado à direita, atravessado a ponte e seguido pela AL-101, inclusive acho que foi por aí que passamos em 2010.

Chegamos em Recife às 12:45h e nos dirigimos para a casa de Téia, amiga de Lourdes, onde passamos a tarde e a noite. Este foi, basicamente, um dia de descanso, mas à noite fomos ao Pina e depois num barzinho, com Marcos e Nasa, Douglas (filho deste primeiro casal), Téia, e sua filha e esposo.





sexta-feira, 21 de junho de 2013

21/06 - Terceiro Dia - Maceió-AL


Hora saída: 08:30h
Hora Chegada: 21:35h
Tempo total: 13 horas e 05 minutos
Distância Percorrida: 726 km
Velocidade Média: 54 km/h
Consumo Combustível: 17,5 km/l

Acordamos mais cedo e nos arrumamos. Pela janela eu percebia a chuva ao longe. Quando estávamos prontos vimos que a chuva já estava bem mais perto. Enquanto tomávamos o café da manhã ela chegou de vez. Saímos do hotel às 08:30h debaixo de uma chuva, que se não era tão forte, também não era uma "garoa". Chovia bem e nem pudemos tirar as fotos que planejamos, na avenida principal, ornamentada para a festa de São João. Abastecemos e partimos.

No café da manhã

Ainda bem que após cerca de 25 minutos saímos da chuva e passamos a andar um pouco mais rápido. Às 10:45h, percorridos 141 km, chegamos em Alagoinhas-BA, onde paramos com o propósito de colocar crédito em nossos celulares. Comprei também um filme plástico para proteger o GPS.


Mais 02:10h de estrada, saímos da BR-101 em Esplanada-BA e pegamos a rodovia BA-233, estreita e sinuosa, mas sem qualquer movimento. Logo chegamos à Estrada do Côco, ou Linha Verde (é assim que eu a conhecia, mas estranhei pois sempre que pedia informação sobre como chegar à ela todos me respondiam de forma meio desconfiada, me fazendo pensar que eu estivesse falando bobagem), e aí eram longas retas num sobe e desce sem fim. Paramos às 13:25h para abastecimento, já em Sergipe, pouco antes da localidade de Indiaroba-SE. Abastecemos a moto, fizemos um rápido lanche e seguimos pelo litoral, para Aracaju-SE (veja vídeo desse trecho).

A caminho de Aracaju-SE

Às 15:00h chegamos em Aracaju-SE, vindo direto pelo litoral, aproveitando a nova ponte, inaugurada recentemente. Passamos naquela orla maravilhosa e paramos rapidamente para umas fotos. Seguimos em direção à Maceió-AL, mas ainda na dúvida se faríamos todo o percurso pela BR-101 ou se iríamos por Neópolis-SE, como fizemos em 2010, fazendo a travessia por balsa.

Ponte Gilberto Amado

Às 16:50h paramos para novo abastecimento, ainda na BR-101 e neste instante decidimos seguir por Neópolis-SE, uma vez que já começaria a escurecer e eu não queria pegar o movimento de veículos pesados com a grande possibilidade de chuva. Optei pela rodovia SE-304, que pelo menos oferecia menor tráfego. De fato a estradinha estava tranquila porém escureceu e a chuva voltou. A pista totalmente sem marcação, o que, combinada com a chuva, tornava muito complicada a pilotagem. Fizemos este trajeto, de cerca de 40 km, a uma velocidade média de 60km/h.

Se tivéssemos mais tempo iríamos procurar alguns amigos em Aracaju-SE

Em Neópolis-SE tomamos a barca após algumas confusões devido motoristas que queriam "espertamente" furar fila, e outros que se complicavam nas manobras de embarque. Do lado de lá (Penedo-AL) voltamos a cogitar a possibilidade de pernoitar por ali mas resolvemos que iríamos mais adiante, uma vez que eu não estava com sono, assim poderia ir devagar mas totalmente acordado.
A chuva cessava por alguns trechos mas esteve quase sempre presente. Era apenas um sereno mas que incomodava, seja pela viseira respingada, ou pelo asfalto que ficava de uma só cor (preto), sem possibilidade de se distinguir com clareza e antecipação necessária, os buracos.

Aracaju é 10

Infelizmente essa estrada alagoana é uma vergonha, sem qualquer marcação e com crateras esparsas. E foi assim que, mesmo rodando em baixa velocidade (cerca de 50 a 60km/h), chegamos a cair em três dessas, e escapar por muito pouco de outras seis. Das três que caímos, uma foi realmente de doer os ossos. Me surpreendeu a forma como a moto se comportou, tomando uma pancada fortíssima sem qualquer desequilíbrio, mas dois dias depois eu viria a observar a consequência disso: um ligeiro amassado no aro dianteiro, em suas duas bordas. Felizmente a moto foi valente e não caímos nem quebrou nada. Felizmente o pneu (Metzeler Tourance EXP) era novo e estava bem cheio e não se cortou (inspecionando depois não observei qualquer marca do impacto). Felizmente o dano ao aro dianteiro não trouxe consequências que inviabilizassem nosso retorno. Mas é lamentável o estado deplorável dessa estrada, fruto do descaso e irresponsabilidade das autoridades estaduais.

Chegamos em Maceió-AL às 21:35h e logo nos instalamos no primeiro hotel da Pajuçara (descobri que  o estacionamento deste hotel é exatamente onde era o Maceió Praia Hotel, onde fiquei em 1998. Tomamos um banho e saímos para comer algo. Ao chegar na porta do hotel quase desistimos pois chuviscava levemente, mas caminhamos um pouco e entramos num restaurante. Foi só o tempo de nos sentarmos e caiu um "pé d'água" impressionante, mas durou uns vinte minutos apenas. Hora de dormir... amanhã ainda tem mais.



quinta-feira, 20 de junho de 2013

20/06 - Segundo Dia - Santo Antonio de Jesus-BA


- Hora saída: 09:00h
- Hora Chegada: 19:30h
- Tempo total: 10 horas e 30 minutos
- Distância Percorrida: 640 km
Velocidade Média: 61 km/h
- Consumo Combustível: 16,5 km/l

Saímos hoje dispostos a rodar bastante. Estávamos descansados e certos de que precisávamos recuperar pelo menos parte do atraso. Logo na primeira etapa rodamos 232 km, até São João do Paraíso-BA, onde paramos num ponto de açaí, às 12:30h.

Andar de moto é muito bom, mas temos que parar para fotografar
 Antes de chegar aí, passamos por um grande susto. Desde que comecei a dirigir que sempre adoto o princípio da direção defensiva. Sempre usei cinto de segurança, mesmo dentro da cidade, mesmo antes de se tornar obrigatório. Seja de carro ou moto, sempre andei com os faróis acesos (hoje, em muitas motos nem é possível apagar o farol). E sempre, mas sempre mesmo, em todas as curvas que faço, sempre penso que pode vir algum maluco na contra mão, seja por que motivo for, e me preparo para reagir de forma segura, sem tomar susto. E isso foi o que nos valeu pois chegamos numa longa subida, na qual surgiu a terceira pista pra quem subia, que era o nosso caso. Não ia ninguém na nossa frente mas, preventivamente eu optei, conscientemente, a ficar na pista da direita, pois imaginei que podia vir alguém tentando ultrapassar no sentido contrário, do outro lado da subida, e que poderia despontar lá em cima e partir para concluir a ultrapassagem e me "apertar". Eis que veio mesmo um carro e efetuou a ultrapassagem. A subida acabou e a terceira pista se inverteu. Mais adiante nova subida pra mim, e novamente a terceira pista. Mais uma vez eu tomo a direita, até que fui fazer uma ultrapassagem sobre um caminhão. Neste instante vem um louco descendo, invade a nossa pista, ultrapassando outro caminhão. Dei apenas uma guinada rápida e achei que íamos nos chocar. Felizmente nada aconteceu, além do enorme susto. Tenho certeza de que passamos com folga de no máximo 20 cm daquele carro. Acho que foi o maior susto que já tive sobre duas rodas. Desagradável, mas foi como disse a Lu: passamos pois estávamos de moto, pois se fosse de carro... não quero nem pensar.

Mas voltando ao açai, do "seu Manoel", entre a BR-101 e uma parada de ônibus (acho que a rodoviária do local). Tomei um pote de 500ml e outro de 200ml... uma delícia!!!

Nesta parada, a chuva, que vinha nos ameaçando, finalmente chegou. Quando terminamos nossa "refeição", já havia cessado, mas o cenário não era dos mais promissores e por isso resolvemos vestir nossos agasalhos. Seguimos por mais 20 km e paramos para abastecer.

Com o francês Julien Dressaire

Mais 58 km e resolvo parar para abrigar o GPS, e neste instante pára ao nosso lado uma outra XT1200Z, a quem tínhamos ultrapassado momentos antes. Era o Julien Dressaire, um francês, professor de matemática na Guiana. Ele nos disse estar viajando com aquela moto há dois anos, e já teria rodado mais de noventa mil quilômetros pelo mundo afora. Tiramos fotos juntos e ele me deu algumas dicas.

Fomos com ele até a entrada para Ilhéus-BA

Me mostrou umas proteções que ele colocou na bengala, me falou que usa dois disfragmas na embreagem pois em lugares cuja temperatura seja elevada pode ocorrer de se perder a embreagem. A manete fica mais dura, mas ele disse ser bem mais seguro. Outra coisa foram os pneus, que pelo que entendi são alemães, mas ele os adquiriu e instalou em Santiago (Chile). São da marca Heidenau, são estilo bem misto mesmo, e ele disse que apresentam duração de pelo menos 25.000 km. Deve ser mesmo, pois os que estavam na moto dele já tinham rodado uns 15.000 e estavam impecáveis, semi novos. Achei feio o desenho do dianteiro, mas o traseiro até que é legal.

Uma longa e linda estrada

Mas a dica mais legal foi quando fui descer da moto e tive que empurrá-la para a frente para encontrat um solo mais firme. Foi quando ele se aproximou, fez sinal para que eu parasse, e me apresentou o "dispositivo estacionador seguro de moto Tabajara". Uma pequena placa de madeira, medindo uns 10 x 10 cm, por 1,5 cm de espessura, com uma cordinha com cerca de 1,5 metro. Ele colocou esta placa embaixo do descanso da minha moto e prendeu a corda no guidão. Gostei e vou fazer uma pra mim.


Seguimos juntos com o Julien até a entrada para Ihéus-BA, para onde ele estava indo. Depois rodamos 118km e paramos num trecho muito gostoso, onde já havíamos parado em 2010, também pra curtir e fotografar. Cinco quilômetros adiante ainda tentamos repetir outra parada, na "Natureza Viva", onde pretendíamos comer algo, mas já estavam encerrando o expediente e por isso seguimos em frente.

"Natureza Viva", uma parada que vale a pena

Paramos num posto após 16 km, onde comemos alguma coisa e partimos para a última etapa do dia. Neste instante já sabíamos que não seria possível chegar em Alagoinhas-BA, muito menos em Conde-BA, que era a ideia inicial. Andamos por mais duas horas e quinze minutos, chegando em Santo Antônio de Jesus-BA às 19:30h. Pra nossa surpresa a cidade estava toda enfeitada, e estava começando, justamente naquele dia, o festival de São João, tido como um dos melhores (senão o melhor) de toda a Bahia. Os hotéis estavam todos lotados, mas por sorte conseguimos uma das últimas vagas no Antonius Imperial Hotel, numa praça central.

Paramos para lanchar mas estava fechando

Banho relaxante e depois fomos a um restaurante onde pretendíamos compensar o almoço (açaí). A Lu pediu um salmão grelhado e eu pedi um espaguetti. A garçonete disse que iria demorar uns 30 minutos mas pra nossa surpresa, o peixe veio em menos de quinze minutos. Um grelhado meio estranho, mas... Opa: isso não é salmão!!! Mas a fome era tanta que a Lu nem quis reclamar, e nem eu, que fui "beliscando" o peixe dela já que meu espaguetti não chegava. Foi quando desconfiamos que a garçonete era meio enrolada e poderia não ter feito meu pedido. Fizemos sinal e ela se aproximou. Quando perguntamos pelo espaguetti ela respondeu: "mas vocês pediram espaguetti???". Oh, meu Deus... meu estômago quase deu um treco neste momento. Mas ainda bem que ela era mais enrolada do que imaginávamos, e o que ocorreu foi o seguinte: aquele peixe realmente não estava grelhado, nem era salmão. Aquele prato era de outra mesa, e o nosso já estava pronto e ela trouxe. Nossa janta foi então, mais farta do que o previsto... hahahaha.

Festas de São João, na Bahia

Barriga cheia... hora de dormir.