quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Um pequeno passeio OFF.

Tardezinha, templo nublado... eu com dengue.

Pra quebrar toda esta onda de marasmo fui dar uma voltinha OFF com a "Marazul". Os pneus estavam muito cheios e a suspensão provavelmente uma regulagem mais dura, mas foi legal. Pegamos umas estradinhas de chão batido, com alguns trechos daquele barro escorregadio (choveu um pouco mais cedo). Nada radical, mas tudo isso me dá uma saudade enorme das trilhas... acho que vou acabar aprontando de novo a "DTzinha".



Passamos por Anchieta-ES e aproveitamos pra "malhar".






Seguimos para Castelhanos, com muitos lugares aconchegantes na deliciosa (e curta) estradinha.






Nessa eu estava parado.

Pra finalizar ainda encontrei essa super pickup... registrado.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O encontro das XTs

Hoje levei a Marazul pra conhecer a Black Girl... acho que elas se entenderam bem. Minha intenção é manter a Black Girl em minha garagem, entregá-la pra uma bela revisão e deixá-la prontinha pra viagens, que pretendo fazer com a família.


Pretendo dar uma revitalizada nos plásticos da Black Girl, provavelmente realizando pintura nos mesmos. Também farei uma bela limpeza na raiação das rodas e troca do conjunto "coroa-corrente-pinhão".
Pra completar, nova preparação elétrica para GPS, com tomada no painel, e instalação de termômetro digital.



Na Marazul vou instalar o suporte do GPS, base do bauleto traseiro e suportes para bauletos laterais. Além disso vou procurar um ajuste do pedal de freio ou o tal "alongador" que vi na internet.



domingo, 13 de janeiro de 2013

Impressões da "Marazul", a Super Tenere 1200

Ontem rodei 400km com a Marazul... no início confesso que fiquei meio "cabreiro", me perguntando que diferença tão significativa poderia eu sentir nesta moto em reação à XT660R. É, porque não sou do tipo "velocista", e até porque, se fosse, eu andaria em pistas de corrida e não em estradas comuns, onde EU fosse o "fodão", corajoso, arrojado, destemido, o "super", andando em meio a pessoas normais, medrosas, "barbeiras", com visão debilitada e etc. Bom, mas esta é outra questão. Eu ando normal e me perguntava em que a Super Tenere me acrescentaria, além das aparências.


Já nos primeiros 20 km, assim que saí do trânsito urbano, senti a primeira grande diferença. Meu capacete pareceu outro, ficando extremamente silencioso, e pude assim desfrutar do Scala Rider (também em teste pela primeira vez). Na XT660R, mesmo com a bolha que uso, a turbulência na altura do capacete é enorme (mas agora é que passei a perceber), inclusive para o carona. Na XT1200Z isto desaparece. O vento no peito é apenas um leve sopro, e nem piloto nem garupa são incomodados pelo vento. Nota 10 pra "Marazul", e primeiro ponto forte a favor.

Andando mais um pouco começamos a pegar algum trânsito na BR101 e a "Marazul" mais uma vez me surpreende. Se era fácil fazer ultrapassagens com a XT660R, com a XT1200Z isso é mole demais. Ela é menos arisca no momento inicial da aceleração, mas em segundos ela mostra que pra ela não tem "tempo ruim", e se você decidir passar, vai passar.

Aos poucos fui percebendo outras qualidades desta máquina. Fazer curvas com ela é algo extremamente fácil e seguro. É incrível mesmo! A sensação que se tem com ela é realmente diferente. Tão diferente que me vi fazendo as curvas mais rápido que de costume, e tombando mais. Isso acabou me levando a descobrir outra qualidade: os freios. Quando necessitei deles, nas primeiras vezes o fiz como se estivesse na XT660R. Aos poucos, nas frenagens seguintes fui notando o quanto o ABS torna esta tarefa mais fácil e segura. Precisei usá-los "mesmo" e foi surpreendente o efeito.

Noutro momento tive a possibilidade de me surpreender com a suspensão. Passamos por um trecho com muita irregularidade no asfalto, levei um susto quando me deparei com isso, mas a moto passou sem dar confiança. Não balançou, não sofreu qualquer desvio. A suspensão dessa moto simplesmente diz "tchau" pra estas coisas e segue adiante. Ela não se abala. Com toda certeza, a XT660R teria balançado um pouco, mas a "super" foi muito diferente. E é esta suspensão que também faz diferença nas curvas, levando a moto a ser firme.

Bom, como nem tudo é perfeito, teve uma coisa que me incomodou, e inclusive já tinha lido algo à respeito: o pedal de freio. Li que o mesmo é muito curto e que por isso o pessoal usa um "alongador". Realmente a posição deste pedal é horrível. E me fez lembrar da Super Tenere 750, na qual tive o mesmíssimo problema, o que é de certa forma compreensível uma vez que esta moto tem a concepção OFF e deve considerar mais a pilotagem de pé e, sendo assim, a posição do referido pedal é perfeita. Mas... se você se sentar... prepare-se para, em longa distância, começar a sentir dor no pé, de tanto ter que ficar dobrando o mesmo para cima e para dentro. Na 750 eu resolvi isso simplesmente retirando o pedal e o recolocando (girando) uns 15 graus mais para baixo. Nessa 1200 eu dei uma olhada (não tentei ainda) e vi que o formato do mesmo pode trazer alguma dificuldade de fazer isso, mas vou experimentar.

É isso, a motoka é brilhante e tenho certeza que, à medida que eu for andando com ela e me acostumando, vou me encantar ainda mais.

Um trecho da página oficial da Yamaha, sobre esta moto:

"O sonho de cada motociclista é diferente, mas a máquina dos sonhos sempre é aquela que possibilita que você “Vá Além” de qualquer coisa que já vivenciou antes. Foi para isso que a Super Ténéré foi construída. É um puro sangue que leva o lendário espírito Ténéré além das estradas pavimentadas, para as montanhas ou viagens de longas distâncias. 

O que está além da próxima serra? Pode ser um mundo verde ou um trecho árido de terra amarela sob um céu azul. Você poderá encontrar animais selvagens ou os sorrisos do povo local. Fora da cidade para o interior, a estrada à sua frente pode seguir reta como uma flecha ou sinuosa rumo às colinas. Seu caminho pode sair da rota pavimentada para estradas de terra e trilhas. Você pode querer viajar longas distâncias com um(a) amigo(a) na garupa. Ao conduzir a Ténéré, a aventura os espera e os únicos limites são o que você se atreve a sonhar. Esta é a máquina que agrega o sonho de aventura, transpondo fronteiras internacionais, onde quer que o seu sonho o leve."

Memórias

Há dez anos atrás tirei esta foto do Matheus, na SuperTenere 750. Ontem tirei a foto seguinte do Rillion, na SuperTenere 1200.

Há quinze anos atrás iniciei minha vida de aventureiro sobre duas rodas, e estas foram as principais motocas.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Chegou, enfim.

Em 2000 fui a Salvador realizar um sonho: minha Super Tenere 750.

Trazendo a primeira Super, em 2000

Agora, depois de namorar, durante os últimos meses, com a Suzuki VStrom 650 (DL650), acabei sendo surpreendido por uma Yamaha Super Tenere 1200, que cruzou meu caminho, olhou pra mim, eu olhei pra ela... e como diria Lulu Santos: "...quando um certo alguém cruzou o teu caminho, e te mudou a direção... quando um certo alguém desperta o sentimento, é melhor não resistir, e se entregar..."

Hoje, quando a nova Super chegou
A questão agora é que a XTzona tá em Itaperuna, enquanto a Super está em Piúma. Quando as duas se encontrarem vou decidir se ficarão juntas ou não. Enquanto isso...



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"Black Girl" de saída

Eu sabia que seria difícil... foi assim com outras, mais ainda com ela.
Guerreira, companheira, fiel... cúmplice de 40000 km vividos com emoção e prazer.


Amanheci ontem com o "fantasma" da despedida... olhei pra ela com o coração apertado, e percebi que ela evitou me encarar.
Mas sei que não tem jeito e mais cedo ou mais tarde haveria de acontecer.
Calma...ainda não aconteceu, mas percebo que esta por vir...e não demora.
XTzona, ou XTzudona...você já faz parte da minha história.