quinta-feira, 20 de junho de 2013

20/06 - Segundo Dia - Santo Antonio de Jesus-BA


- Hora saída: 09:00h
- Hora Chegada: 19:30h
- Tempo total: 10 horas e 30 minutos
- Distância Percorrida: 640 km
Velocidade Média: 61 km/h
- Consumo Combustível: 16,5 km/l

Saímos hoje dispostos a rodar bastante. Estávamos descansados e certos de que precisávamos recuperar pelo menos parte do atraso. Logo na primeira etapa rodamos 232 km, até São João do Paraíso-BA, onde paramos num ponto de açaí, às 12:30h.

Andar de moto é muito bom, mas temos que parar para fotografar
 Antes de chegar aí, passamos por um grande susto. Desde que comecei a dirigir que sempre adoto o princípio da direção defensiva. Sempre usei cinto de segurança, mesmo dentro da cidade, mesmo antes de se tornar obrigatório. Seja de carro ou moto, sempre andei com os faróis acesos (hoje, em muitas motos nem é possível apagar o farol). E sempre, mas sempre mesmo, em todas as curvas que faço, sempre penso que pode vir algum maluco na contra mão, seja por que motivo for, e me preparo para reagir de forma segura, sem tomar susto. E isso foi o que nos valeu pois chegamos numa longa subida, na qual surgiu a terceira pista pra quem subia, que era o nosso caso. Não ia ninguém na nossa frente mas, preventivamente eu optei, conscientemente, a ficar na pista da direita, pois imaginei que podia vir alguém tentando ultrapassar no sentido contrário, do outro lado da subida, e que poderia despontar lá em cima e partir para concluir a ultrapassagem e me "apertar". Eis que veio mesmo um carro e efetuou a ultrapassagem. A subida acabou e a terceira pista se inverteu. Mais adiante nova subida pra mim, e novamente a terceira pista. Mais uma vez eu tomo a direita, até que fui fazer uma ultrapassagem sobre um caminhão. Neste instante vem um louco descendo, invade a nossa pista, ultrapassando outro caminhão. Dei apenas uma guinada rápida e achei que íamos nos chocar. Felizmente nada aconteceu, além do enorme susto. Tenho certeza de que passamos com folga de no máximo 20 cm daquele carro. Acho que foi o maior susto que já tive sobre duas rodas. Desagradável, mas foi como disse a Lu: passamos pois estávamos de moto, pois se fosse de carro... não quero nem pensar.

Mas voltando ao açai, do "seu Manoel", entre a BR-101 e uma parada de ônibus (acho que a rodoviária do local). Tomei um pote de 500ml e outro de 200ml... uma delícia!!!

Nesta parada, a chuva, que vinha nos ameaçando, finalmente chegou. Quando terminamos nossa "refeição", já havia cessado, mas o cenário não era dos mais promissores e por isso resolvemos vestir nossos agasalhos. Seguimos por mais 20 km e paramos para abastecer.

Com o francês Julien Dressaire

Mais 58 km e resolvo parar para abrigar o GPS, e neste instante pára ao nosso lado uma outra XT1200Z, a quem tínhamos ultrapassado momentos antes. Era o Julien Dressaire, um francês, professor de matemática na Guiana. Ele nos disse estar viajando com aquela moto há dois anos, e já teria rodado mais de noventa mil quilômetros pelo mundo afora. Tiramos fotos juntos e ele me deu algumas dicas.

Fomos com ele até a entrada para Ilhéus-BA

Me mostrou umas proteções que ele colocou na bengala, me falou que usa dois disfragmas na embreagem pois em lugares cuja temperatura seja elevada pode ocorrer de se perder a embreagem. A manete fica mais dura, mas ele disse ser bem mais seguro. Outra coisa foram os pneus, que pelo que entendi são alemães, mas ele os adquiriu e instalou em Santiago (Chile). São da marca Heidenau, são estilo bem misto mesmo, e ele disse que apresentam duração de pelo menos 25.000 km. Deve ser mesmo, pois os que estavam na moto dele já tinham rodado uns 15.000 e estavam impecáveis, semi novos. Achei feio o desenho do dianteiro, mas o traseiro até que é legal.

Uma longa e linda estrada

Mas a dica mais legal foi quando fui descer da moto e tive que empurrá-la para a frente para encontrat um solo mais firme. Foi quando ele se aproximou, fez sinal para que eu parasse, e me apresentou o "dispositivo estacionador seguro de moto Tabajara". Uma pequena placa de madeira, medindo uns 10 x 10 cm, por 1,5 cm de espessura, com uma cordinha com cerca de 1,5 metro. Ele colocou esta placa embaixo do descanso da minha moto e prendeu a corda no guidão. Gostei e vou fazer uma pra mim.


Seguimos juntos com o Julien até a entrada para Ihéus-BA, para onde ele estava indo. Depois rodamos 118km e paramos num trecho muito gostoso, onde já havíamos parado em 2010, também pra curtir e fotografar. Cinco quilômetros adiante ainda tentamos repetir outra parada, na "Natureza Viva", onde pretendíamos comer algo, mas já estavam encerrando o expediente e por isso seguimos em frente.

"Natureza Viva", uma parada que vale a pena

Paramos num posto após 16 km, onde comemos alguma coisa e partimos para a última etapa do dia. Neste instante já sabíamos que não seria possível chegar em Alagoinhas-BA, muito menos em Conde-BA, que era a ideia inicial. Andamos por mais duas horas e quinze minutos, chegando em Santo Antônio de Jesus-BA às 19:30h. Pra nossa surpresa a cidade estava toda enfeitada, e estava começando, justamente naquele dia, o festival de São João, tido como um dos melhores (senão o melhor) de toda a Bahia. Os hotéis estavam todos lotados, mas por sorte conseguimos uma das últimas vagas no Antonius Imperial Hotel, numa praça central.

Paramos para lanchar mas estava fechando

Banho relaxante e depois fomos a um restaurante onde pretendíamos compensar o almoço (açaí). A Lu pediu um salmão grelhado e eu pedi um espaguetti. A garçonete disse que iria demorar uns 30 minutos mas pra nossa surpresa, o peixe veio em menos de quinze minutos. Um grelhado meio estranho, mas... Opa: isso não é salmão!!! Mas a fome era tanta que a Lu nem quis reclamar, e nem eu, que fui "beliscando" o peixe dela já que meu espaguetti não chegava. Foi quando desconfiamos que a garçonete era meio enrolada e poderia não ter feito meu pedido. Fizemos sinal e ela se aproximou. Quando perguntamos pelo espaguetti ela respondeu: "mas vocês pediram espaguetti???". Oh, meu Deus... meu estômago quase deu um treco neste momento. Mas ainda bem que ela era mais enrolada do que imaginávamos, e o que ocorreu foi o seguinte: aquele peixe realmente não estava grelhado, nem era salmão. Aquele prato era de outra mesa, e o nosso já estava pronto e ela trouxe. Nossa janta foi então, mais farta do que o previsto... hahahaha.

Festas de São João, na Bahia

Barriga cheia... hora de dormir.






3 comentários:

  1. Oi Elton!
    Fiquei muito feliz em conhecê-lo!
    Eu ainda estou em Salvador, onde eu tomar a cidade.
    Deixo domingo para Recife.
    Espero que tudo corra para você!
    Um grande beijo,
    Julien
    www.ridetheworld.comuv.com

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    1. Ola Julien! Já deixamos Recife na segunda e desde então estamos em Maceió. Hoje (28/06) estaremos retornando para Alagoinhas-BA. Espero que sua jornada continue em paz e segurança.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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