sexta-feira, 21 de junho de 2013

21/06 - Terceiro Dia - Maceió-AL


Hora saída: 08:30h
Hora Chegada: 21:35h
Tempo total: 13 horas e 05 minutos
Distância Percorrida: 726 km
Velocidade Média: 54 km/h
Consumo Combustível: 17,5 km/l

Acordamos mais cedo e nos arrumamos. Pela janela eu percebia a chuva ao longe. Quando estávamos prontos vimos que a chuva já estava bem mais perto. Enquanto tomávamos o café da manhã ela chegou de vez. Saímos do hotel às 08:30h debaixo de uma chuva, que se não era tão forte, também não era uma "garoa". Chovia bem e nem pudemos tirar as fotos que planejamos, na avenida principal, ornamentada para a festa de São João. Abastecemos e partimos.

No café da manhã

Ainda bem que após cerca de 25 minutos saímos da chuva e passamos a andar um pouco mais rápido. Às 10:45h, percorridos 141 km, chegamos em Alagoinhas-BA, onde paramos com o propósito de colocar crédito em nossos celulares. Comprei também um filme plástico para proteger o GPS.


Mais 02:10h de estrada, saímos da BR-101 em Esplanada-BA e pegamos a rodovia BA-233, estreita e sinuosa, mas sem qualquer movimento. Logo chegamos à Estrada do Côco, ou Linha Verde (é assim que eu a conhecia, mas estranhei pois sempre que pedia informação sobre como chegar à ela todos me respondiam de forma meio desconfiada, me fazendo pensar que eu estivesse falando bobagem), e aí eram longas retas num sobe e desce sem fim. Paramos às 13:25h para abastecimento, já em Sergipe, pouco antes da localidade de Indiaroba-SE. Abastecemos a moto, fizemos um rápido lanche e seguimos pelo litoral, para Aracaju-SE (veja vídeo desse trecho).

A caminho de Aracaju-SE

Às 15:00h chegamos em Aracaju-SE, vindo direto pelo litoral, aproveitando a nova ponte, inaugurada recentemente. Passamos naquela orla maravilhosa e paramos rapidamente para umas fotos. Seguimos em direção à Maceió-AL, mas ainda na dúvida se faríamos todo o percurso pela BR-101 ou se iríamos por Neópolis-SE, como fizemos em 2010, fazendo a travessia por balsa.

Ponte Gilberto Amado

Às 16:50h paramos para novo abastecimento, ainda na BR-101 e neste instante decidimos seguir por Neópolis-SE, uma vez que já começaria a escurecer e eu não queria pegar o movimento de veículos pesados com a grande possibilidade de chuva. Optei pela rodovia SE-304, que pelo menos oferecia menor tráfego. De fato a estradinha estava tranquila porém escureceu e a chuva voltou. A pista totalmente sem marcação, o que, combinada com a chuva, tornava muito complicada a pilotagem. Fizemos este trajeto, de cerca de 40 km, a uma velocidade média de 60km/h.

Se tivéssemos mais tempo iríamos procurar alguns amigos em Aracaju-SE

Em Neópolis-SE tomamos a barca após algumas confusões devido motoristas que queriam "espertamente" furar fila, e outros que se complicavam nas manobras de embarque. Do lado de lá (Penedo-AL) voltamos a cogitar a possibilidade de pernoitar por ali mas resolvemos que iríamos mais adiante, uma vez que eu não estava com sono, assim poderia ir devagar mas totalmente acordado.
A chuva cessava por alguns trechos mas esteve quase sempre presente. Era apenas um sereno mas que incomodava, seja pela viseira respingada, ou pelo asfalto que ficava de uma só cor (preto), sem possibilidade de se distinguir com clareza e antecipação necessária, os buracos.

Aracaju é 10

Infelizmente essa estrada alagoana é uma vergonha, sem qualquer marcação e com crateras esparsas. E foi assim que, mesmo rodando em baixa velocidade (cerca de 50 a 60km/h), chegamos a cair em três dessas, e escapar por muito pouco de outras seis. Das três que caímos, uma foi realmente de doer os ossos. Me surpreendeu a forma como a moto se comportou, tomando uma pancada fortíssima sem qualquer desequilíbrio, mas dois dias depois eu viria a observar a consequência disso: um ligeiro amassado no aro dianteiro, em suas duas bordas. Felizmente a moto foi valente e não caímos nem quebrou nada. Felizmente o pneu (Metzeler Tourance EXP) era novo e estava bem cheio e não se cortou (inspecionando depois não observei qualquer marca do impacto). Felizmente o dano ao aro dianteiro não trouxe consequências que inviabilizassem nosso retorno. Mas é lamentável o estado deplorável dessa estrada, fruto do descaso e irresponsabilidade das autoridades estaduais.

Chegamos em Maceió-AL às 21:35h e logo nos instalamos no primeiro hotel da Pajuçara (descobri que  o estacionamento deste hotel é exatamente onde era o Maceió Praia Hotel, onde fiquei em 1998. Tomamos um banho e saímos para comer algo. Ao chegar na porta do hotel quase desistimos pois chuviscava levemente, mas caminhamos um pouco e entramos num restaurante. Foi só o tempo de nos sentarmos e caiu um "pé d'água" impressionante, mas durou uns vinte minutos apenas. Hora de dormir... amanhã ainda tem mais.



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