segunda-feira, 21 de novembro de 2011

24º Dia - Puerto Maldonado-PER


Arrumamos as motos e nos preparamos para partir. Logo estaríamos entrando de volta no Brasil, e já ansiávamos por isso. Mas o destino nos reservara algumas surpresas inesperadas para este dia.

Vinhamos tendo bastante dificuldade de realizar saques com o cartão de débito, no Peru. O problema é que cada vez que a gente fazia uma tentativa, a máquina permitia todo o processo, mas no fim cancelava a operação, dando "falha de comunicação". E nem era esta a questão, o problema maior é que o saque era processado como realizado, e abatia o valor do limite diário. Tentávamos em várias instituições diferentes, mas não funcionava. Assim, fomos ficando sem dinheiro em espécie, mas afinal, já estávamos a "um passo" do Brasil...


Na noite anterior sabíamos que tinhamos pouco dinheiro nas mãos, e por essa razão optamos por nos hospedar num hotel que aceitasse cartão, pois isso sim funcionava (exceto numa maquininhas brancas, com as quais já estávamos familiarizados, e... inimigos. Elas, invariavelmente, não completavam a transação). Quando fomos à "La Caza De La Cerveza", só entramos pois verificamos que recebia em cartão, de maneira que sobrasse o suficiente para abastecer as motos na saída.

Mas... ora, ora... na hora de pagar a conta do hotel, o funcionário nos informa que não estava recebendo VISA. "Mas como???? E estes adesivos aqui na porta de vidro, bem grandes... na entrada????" Não teve jeito... e num gesto de esperança, pagamos o hotel com o dinheiro e pensamos: temos ainda duas cartadas, a primeira é tentar sacar mesmo, e a segunda (caso a primeira não dê certo) é pagar direto no posto, com cartão.

Na Plaza de Armas

Paramos as motos na Plaza de Armas e parti para os caixas eletrônicos... nada. Mais um... nada. Outro... nada. Volto no primeiro... nada. No segundo... nada. Desesperadamente vou de volta ao terceiro... nada. Nessas alturas, eu já havia aprendido o "macete": sempre pedia um saque mínimo pra ver se funcionava, assim evitava consumir rapidamente o limite diário. Mas nenhuma máquina completava a transação.

A turma começou a ficar impaciente. Saímos, eu e a Lu, em busca de um posto onde pudéssemos abastecer... nada. Sério, nos informaram que devia ter uns dez postos ou mais ali na cidade, porém NENHUM deles aceitava cartão. E agora???



Fomos atrás de um comerciante que topasse nos vender alguma coisa no dobro do valor que precisávamos para abastecer, e que nos desse apenas o dinheiro e ficasse com a mercadoria. Fomos tentar essa barganha em lojas de artigos motociclisticos, onde imaginamos que talvez fosse mais fácil. Mas não dava certo.

Um senhor, de uma loja de móveis e eletrodomésticos, que ouviu nossa conversa com a loja vizinha à sua, se sensibilizou e se dispôs a nos ajudar. Nos levou à sua funcionária e a orientou a "passar" nosso cartão no valor que precisávamos, e nos desse o valor em espécie. Ufaaaaa... que maravilha!!!!!

Mas, ela pega uma maquininha branca...arghhhhhh!!! Eu alertei a ela que aquela famigerada maquininha não funcionaria. Dito e feito! Estava bom demais para ser verdade. Mas ela tinha uma carta na manga!!! Tirou de uma gaveta uma outra maquininha, daquelas que vinham dando certo. Respiramos aliviados, mas ela estava tão empoeirada, que fiquei meio tenso.

E a maquininha não funcionou... ela tentou de tudo... mas não teve jeito. Nessas alturas já era tarde para partir, tínhamos duas motos com tanques vazios e quatro estõmagos já roncando de fome. Isso sem falar do "clima" tenso que se formou. Naquele momento batizamos aquele lugar de "Puerto Mal Danado".

Chegando ao Hostal  Don Carlos
Instalações razoáveis

O que fizemos? Fomos primeiro procurar um hotel onde realmente pudéssemos pagar com cartão, então iríamos "tirar a barriga da miséria", comendo por lá mesmo. Passamos em alguns, mas a máquininha branca estava lá... arghhhh. Encontramos então o Hostal Don Carlos, que resolveu parte do nosso problema. Descanso, bom banho...mas a refeição não ia rolar. Decidimos que voltaríamos na La Casa De La Cerveza, para repetir aquela pizza deliciosa, e como pagamos com cartão na noite anterior... ia ser tranquilo.

Voltamos à La Casa De La Cerveza, comemos fartamente... hummmm... que bom!!! Hora de pagar... surpresa!!!! A transação eletrônica não completa... mais de dez tentativas e nada. A funcionária percebeu nossa inquietação... pediu que aguardássemos uns vinte minutos que ela tentaria de novo. Voltamos, e novas tentativas... nada. Opa, conseguiu!!!! Ela conseguiu!!!! E aí veio a melhor parte: depois de tanta dificuldade, aquela funcionária nos pergunta se queríamos que ela nos desse "troco" em dinheiro, para nos permitir viajar no dia seguinte.

La Casa de La Cerveza
E a funcionária que "caiu do céu"

Voltamos para o hotel seguros de que o dia seguinte seria diferente.





<< ANTERIOR         |     INÍCIO    |         PRÓXIMA >>

2 comentários:

  1. Caraca.....rsrsrs que tenso em ...maquininha branca do cão essa em ...rsrs!!!

    ResponderExcluir
  2. Pode crer... mas hoje a gente dá é muita risada de tudo aquilo...rsrs

    ResponderExcluir

Agradeço por sua visita e comentários.