quinta-feira, 7 de maio de 2015

Planejando Uma Longa Viagem


Vou falar aqui da minha experiência pessoal com o planejamento de uma longa viagem. Considero algo muito pessoal pois levo em conta meus gostos e manias, mas espero de alguma forma contribuir com outros viajantes que também queiram se aventurar pelas estradas.


Definindo o Roteiro

Documentação

Hospedagem

Bagagem

Dinheiro / Cartões

GPS

Fotos e Vídeos

Combustível

Alimentação

Cronograma

Preparação da Moto



Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CLRV)


Se o veículo estiver no nome do motorista, basta portar o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo) original. Se o veículo for de outra pessoa, é preciso levar uma autorização do proprietário (pode ser em português mesmo) registrada em cartório. Isso inclui o banco ou a financeira a que o automóvel estiver alienado. Sem isso, pode haver problemas para cruzar a fronteira. Para conseguir a autorização, é preciso consultar a financeira de seu veículo.

De posse dessa autorização é importante providenciar:

Argentina - autenticado em cartório e legalizado no Ministério das Relações Exteriores  – MRE/Itamaraty (caso o carro seja de empresa, emprestado ou financiado por leasing)

Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia - autenticado em cartório e legalizado no consulado chileno e uruguaio (caso o carro seja de empresa, emprestado, financiado por leasing, consórcio ou CDC)

Peru - declaração consular da Embaixada do Peru (caso o carro seja de empresa, emprestado, financiado por leasing, consórcio ou CDC)




PID (Permissão Internacional para Dirigir)


O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) lançou em abril de 2006 o novo modelo de Permissão Internacional para Dirigir (PID). O modelo segue o padrão estabelecido na Convenção de Viena, firmada em 08 de novembro de 1968 e promulgada pelo Decreto nº 86.714, de 10 de dezembro de 1981. A PID poderá ser utilizada em mais de cem paises (veja a lista abaixo), porém não substitui a CNH no território nacional.

Antes da padronização da Permissão Internacional para Dirigir ficava a cargo dos órgãos e entidades executivos de trânsito a elaboração e expedição da permissão. Com a PID o Denatran padroniza o modelo do documento. As informações dispostas na PID estarão descritas na língua portuguesa e nas preconizadas na Convenção de Viena.

Para obter a permissão o condutor deverá possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), devendo esta estar vigente. O prazo de validade da PID, a categoria da habilitação e as restrições médicas são os mesmos referentes a CNH e na hipótese de ocorrer qualquer alteração no cadastro do condutor a mesma deverá ser incluída no respectivo documento internacional de habilitação.

A Permissão Internacional para Dirigir não será emitida para o condutor habilitado somente com a Autorização para Conduzir Ciclomotor - ACC. Desde abril de 2006, o novo modelo pode ser retirado nos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal e a cargo deles ficará a responsabilidade de determinar o valor da expedição do documento.


DOCUMENTAÇÃO

Para quem tem CNH com foto, emitida no Estado do Rio de Janeiro:
- original do documento de identificação contendo o registro da naturalidade (preferencialmente carteira de identidade);
- original da Carteira Nacional de Habilitação;
- original do comprovante de pagamento da taxa de serviço.
- original do passaporte (somente se o país de destino tiver como pré-requisito a apresentação do passaporte).


TAXA DE SERVIÇO

Valor (Duda): (cod.:204-6) R$ 114,68
OBSERVAÇÃO:
Se o cliente pagar o Duda em dinheiro, o serviço será agendado após 24 horas. Se for pago com cheque, somente seis dias depois.


PROCEDIMENTOS

1. Pagar a taxa de serviço;
2. Agendar a entrega da documentação pelo site do Detran-RJ (clique aqui) ou pela Central de Atendimento. O agendamento, pela Central de Atendimento: 0800-0204041 (serviço gratuito somente para o interior) ou 3460-4040, 3460-4041 e 3460-4042 de segunda a sexta, das 6h às 24h e aos sábados das 8h às 18h;
3. Comparecer ao posto no dia e horas marcados, com a documentação necessária.

OBSERVAÇÃO:
- Caso a CNH do cliente esteja vencida, será preciso solicitar o serviço de Renovação do documento antes da emissão da PID.
- O cliente que possui carteira sem foto deve solicitar um novo documento, com foto, conforme modelo atual, antes da emissão da PID.
- Antes de solicitar a PID, o condutor com CNH emitida em outro estado do Brasil deve providenciar, no próprio Detran-RJ, a transferência do cadastro para o estado do Rio de Janeiro. Depois de concluída a transferência, o próximo passo é requerer a emissão de nova CNH pelo Detran-RJ. Em seguida, o motorista pode solicitar a PID.
- A PID é a cópia fiel da CNH. Caso o condutor necessite alterar algum dado da carteira nacional, será preciso, primeiro, solicitar a atualização da CNH por meio do serviço de Alteração de Dados.
- A PID não substitui a CNH em território Nacional.
- O prazo de entrega da PID é de 1 dia útil no posto Sede e 3 dias úteis nos demais postos.


Países onde é aceita a Permissão Internacional para Dirigir (PID):

África do Sul, Albânia, Alemanha, Anguila (Grã Bretanha), Angola, Argélia, Argentina, Arquipélago de San Andres Providência e Santa Catalina (Colômbia), Austrália, Áustria, Azerbaidjão, Bahamas, Barein, Bielo-Rússia, Bélgica, Bermudas, Bolívia, Bósnia-Herzegóvina, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Cazaquistão, Ceuta e Melilla (Espanha), Chile, Cingapura, Colômbia, Congo, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Cuba, Dinamarca, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Federação Russa, Filipinas, Finlândia, França, Gabão, Gana, Geórgia, Gilbratar (Colônia da Grã Bretanha), Grécia, Groelândia (Dinamarca), Guadalupe (França), Guatemala, Guiana, Guiana Francesa (França), Guiné-Bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Hungria, Ilha da Grã-Bretanha (Pitcairn, Cayman, Malvinas e Virgens), Ilhas da Austrália (Cocos, Cook e Norfolk), Ilhas da Finlândia (Aland), Ilhas da Coroa Britânica (Canal), Ilhas da Colômbia (Geórgia e Sandwich do Sul), Ilhas da França (Wallis e Futuna), Indonésia, Irã, Iriã Ocidental, Israel, Itália, Kuweit, Letônia, Líbia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Martinica (França), Marrocos, Mayotte (França), México, Moldávia, Mônaco, Mongólia, Montserrat (Grã Bretanha), Namíbia, Nicarágua, Níger, Niue (Nova Zelândia) Noruega, Nova Caledônia (França), Nova Zelândia, Nueva Esparta (Venezuela), Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Polinésia Francesa (França), Polônia, Porto Rico, Portugal, Reino Unido (Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales), República Centro Africana, República Checa, República Dominicana, Republica Eslovaca, Reunião (França), Romênia, Saara Ocidental, Saint-Pierre e Miquelon (França), San Marino, Santa Helena (Grã Bretanha), São Tomé e Príncipe, Seichelles, Senegal, Sérvia, Suécia, Suíça, Svalbard (Noruega), Tadjiquistão, Terras Austrais e Antártica (Colônia Britânica), Território Britânico no Oceano Índico (Colônia Britânica), Timor, Toquelau (Nova Zelândia), Tunísia, Turcas e Caicos (Colônia Britânica), Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão, Venezuela e Zimbábue.

Fonte: Denatran




quarta-feira, 6 de maio de 2015

Documentação



- Passaporte
- Carta Verde
- Soapex
- Vacina Febre Amarela
- Permissão Internacional para Dirigir (PID)
- Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CLRV)
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
- Identidade / CPF


[Anterior]   [Próximo]


Vacina Febre Amarela


Tomando agora e emitindo o certificado internacional, você já sai na frente no planejamento das viagens da próxima década, tendo uma providência a menos para se preocupar. Afinal, a vacina é válida por 10 anos.

Primeiro passo: tomar a vacina 

O lugar de tomar a vacina é num posto de vacinação municipal ou estadual, é grátis e você só precisa da sua carteira de identidade, sem hora marcada. Ao final, você recebe um certificado que comprova a vacinação. Guarde.

Existem alguns postos de saúde que também emitem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).

Caso na sua cidade isso não seja possível, vá ao posto mais próximo, tome a vacina e guarde o certificado de vacinação contra febre amarela que irá receber. Você vai precisar dele para a emissão, posteriormente, do certificado internacional junto à Anvisa.

Não esqueça: a vacina precisa ser tomada com antecedência mínima de 10 dias à viagem.


Segundo passo: emitir o certificado internacional

O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é emitido gratuitamente, pela Anvisa.

Para tirar o seu, compareça a um dos centros de atendimento (veja a lista AQUI). Leve o certificado de vacinação que recebeu no posto de saúde e sua carteira de identidade. O número da identidade será incluso no CIVP.

A Anvisa recomenda criar um cadastro neste site para agilizar o atendimento, mas isso não é obrigatório (e nem me foi pedido).

O CIVP fica pronto na hora. Anexe ao seu passaporte em seguida. Viaje levando também a sua carteira de identidade.

Pegadinhas: o certificado internacional também pode ser emitido com o número do passaporte, mas não vale a pena. O passaporte tem validade menor do que a vacina. Quando expirar, será preciso emitir um outro CIVP com o número do novo passaporte.

Entre os postos de saúde que aplicam a vacina e também emitem o CIVP, pode acontecer de certos horários não baterem. No posto em que fui, era possível tomar a vacina aos sábados, mas os certificados só eram emitidos de segunda a sexta.

Terceiro passo: despreocupar-se

Saí de casa, tomei a vacina, peguei o certificado internacional e voltei gastando apenas uma hora e meia do meu dia, e só vou precisar me preocupar com isso novamente em 2023.

Não quero me vacinar à toa. Que países exigem realmente a vacina contra febre amarela?

A Anvisa indica este documento da Organização Mundial de Saúde como guia. O Brasil é considerado um país onde há risco de transmissão de febre amarela. Por isso, brasileiros precisam estar vacinados para visitar todos os países onde há um "Yes" na coluna do meio e na coluna da direita.

Sabemos que há nuances nessas exigências -- o Uruguai, por exemplo, pediria a vacina, mas ninguém relatou até hoje ter sido obrigado a apresentar certificado nenhum para passar um feriado em Montevidéu.

De toda forma, recomendamos: tome a vacina e evite voltar para casa antes de as férias começarem.

E se eu não puder tomar a vacina?

Pessoas em tratamento com corticóides, quimioterapia ou radioterapia; pessoas alérgicas a componentes da vacina; portadores do vírus HIV; mulheres grávidas e bebês com idade inferior a 6 meses têm direito ao certificado de isenção da vacina. Veja aqui como conseguir o seu.

E se eu perder o certificado internacional?

Não tem problema: é só pedir a segunda via a algum centro de atendimento da Anvisa.

E se eu me vacinar com menos de 10 dias de antecedência à viagem?

A vacina contra a febre amarela só passa a valer 10 dias depois de tomada (até lá, inclusive, é possível sentir algum mal estar como reação à vacina). Leitores que não respeitaram esse prazo mínimo relataram ter sido barrados no aeroporto -- tanto no embarque no Brasil, quanto ao chegar no destino final. Não deixe para a última hora.




Passaporte


Os documentos dos ocupantes (passageiro e garupa) devem estar regularizados. Para ir aos países vizinhos do Brasil que pertencem ao Mercosul, não é necessário levar o passaporte. Basta a carteira de identidade, mas tem de ser o documento original e ter menos de cinco anos de emissão. Carteira de motorista, mesmo com foto, não serve como identidade (assim como carteiras de associações profissionais - CRM, CREA, OAB, etc., de Ministérios, inclusive militares, ou emitidos pelos poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário da União e dos Estados, que não os órgãos de identificação das polícias civis dos Estados), mas é exigida para provar que quem está atrás do volante é realmente habilitado. Já países que não pertençam ao Mercosul, como é o caso do Chile, destino tão comum aos brasileiros motorizados, exigem passaporte. Mas vale lebrar que estar portando o passaporte costuma agilizar os trâmites aduaneiros.

Para obter o Passaporte Comum é necessário ser brasileiro nato ou naturalizado.

O processo de solicitação começa na página da Polícia Federal na Internet. Nela, você deve clicar em "Requerer Passaporte". Na página seguinte estão listados os seis passos para você solicitar o seu passaporte.

Depois de conferir a lista dos documentos necessários para a requisição, clique em "Emissão de passaporte" e preencha o formulário com seus dados. Em seguida, clique em "gerar protocolo" e depois em "gerar GRU" (Guia de Recolhimento da União). Imprima ambos e pague a GRU, respeitando sua data de vencimento.

Consulte no próprio site da Polícia Federal os endereços dos postos de atendimento espalhados pelo País e escolha a unidade mais próxima. Vale lembrar que alguns postos necessitam de agendamento prévio que pode ser realizado por meio da Internet.

No dia da visita, você deve estar munido da documentação original exigida, GRU paga e protocolo de solicitação. Não é necessário levar fotografia, uma vez que agora ela é coletada no momento do atendimento.

O passaporte deve ser retirado pessoalmente no dia e horário indicados, mediante apresentação de documento de identidade e assinatura do recibo.

Confira a lista dos documentos exigidos pela Polícia Federal para a solicitação de Passaporte Comum:

Atenção: todos os documentos devem ser ORIGINAIS.


MAIORES DE 18 ANOS
1 – Documento de Identidade, para maiores de 12 anos.

1.1 – Podem ser aceitos como documento de identidade:

* cédula de identidade expedida por Secretaria de Segurança Pública;
* carteira funcional expedida por órgão público, reconhecida por lei federal como documento de identidade válido em todo território nacional;
carteira de identidade expedida por comando militar, ex-ministério militar, pelo Corpo de Bombeiros ou Polícia Militar;
passaporte brasileiro anterior;
carteira nacional de habilitação expedida pelo DETRAN (modelo atual);
carteira de identidade expedida por órgão fiscalizador do exercício de profissão regulamentada por lei;
carteira de trabalho e previdência social-CTPS.
1.2 – ATENÇÃO: A pessoa que já teve o nome alterado, a qualquer tempo, em razão de casamento, separação ou divórcio deve apresentar, além do documento de identidade, CERTIDÃO DE CASAMENTO atualizada com as devidas averbações/anotações, para a comprovação de nome(s) anterior(es).

1.3 – A pessoa que teve o nome alterado por decisão judicial deve apresentar, além do documento de identidade, certidão de nascimento atualizada com as devidas averbações/anotações, para a comprovação de nome(s) anterior(es).

1.4 – A criança menor de 12 anos pode apresentar a Certidão de Nascimento em substituição ao documento de identidade.

1.5 – O documento de identidade apresentado poderá ser recusado se o tempo de expedição e/ou o mau estado de conservação impossibilitarem a identificação do requerente.

2 – Título de Eleitor e comprovantes de que votou na última eleição (dos dois turnos, se houve). Na falta dos comprovantes, declaração da Justiça Eleitoral de que está quite com as obrigações eleitorais, ou justificativa eleitoral.

3 – Documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório, para os requerentes do sexo masculino a partir de 01 de janeiro do ano em que completam 19 anos até 31 de dezembro do ano em que completam 45 anos.

4 – Certificado de Naturalização, para os Naturalizados.

5 – Comprovante bancário de pagamento da Guia de Recolhimento da União – GRU referente à taxa devida para a emissão do documento de viagem requerido.

5.1 – O boleto de GRU será gerado automaticamente após o preenchimento do formulário de solicitação de passaporte pela internet, sendo imprescindível o CPF do requerente ou do seu responsável, se for o caso. O simples agendamento bancário não comprova o pagamento da taxa.

6 – Passaporte anterior, quando houver (válido ou não). A não apresentação deste, por qualquer motivo, implica em pagamento da taxa em dobro.

6.1 – O brasileiro que tiver seu passaporte inutilizado por repartição consular ou de imigração estrangeiras, no Brasil ou no exterior (por negativa de visto ou deportação), não está impedido de requerer novo passaporte. Basta apresentar o passaporte, válido ou não, para cancelamento. Assim, o usuário evitará o pagamento da taxa em dobro e a simulação de extravio do passaporte, que acarreta providências inúteis da PF visando à recuperação do documento.

6.2 – Em caso de extravio, furto ou roubo do passaporte anterior, preencher e apresentar a Comunicação de Ocorrência com Documento de Viagem.

7 – CPF:

7.1 – do próprio requerente, a partir dos 18 anos de idade, se o número deste não constar no documento de identidade apresentado;

7.2 – de um genitor ou responsável ou documento de identidade que contenha o respectivo número, para menores de 18 anos.

Observações:

1 – A Igualdade de Direitos concedida a portugueses não é suficiente para obtenção de Passaporte Comum, sendo necessária a naturalização;

2 – Os passaportes requeridos e não retirados no prazo de 90 (noventa) dias serão cancelados;

3 – Havendo justificadas razões outros documentos poderão ser exigidos a critério da autoridade expedidora;

4 – Para fins de identificação biométrica, o servidor da PF procederá à coleta de impressões digitais roladas dos dez dedos do requerente de passaporte, de sua fotografia facial e assinatura, por meio de equipamentos eletrônicos próprios;

5 – Para fins de conferência, a fotografia, o nome completo, a filiação, a data e local de nascimento e a assinatura do requerente deverão constar em um ou mais documentos de identidade, salvo o menor de 12 anos que pode apresentar certidão de nascimento, que não contém nem foto nem assinatura.


MENORES DE 18 ANOS
1 – No caso de menor de 18 anos, será exigida autorização expressa de ambos os pais, ou do responsável legal, conforme modelo disponível no site da Polícia Federal. O menor obrigatoriamente deverá estar presente no momento do requerimento do passaporte e na sua entrega.

1.1 – Na ausência de um dos pais, apresentar o formulário próprio com a firma do genitor ausente reconhecida em cartório, por autenticidade, ou procuração pública específica autorizando a emissão de passaporte, outorgada por um genitor ao outro;

1.2 – Em caso de óbito de um dos pais, apresentar a Certidão de Óbito original;

1.3 – Na ausência de ambos os genitores deverá ser apresentada procuração pública específica, autorizando a expedição de passaporte para o menor, outorgada por ambos os genitores a pessoa maior, lavrada em repartição notarial no País ou repartição consular brasileira no exterior ou, ainda, lavrada em repartição notarial estrangeira, acompanhada de tradução por tradutor juramentado e devidamente consularizada. Em qualquer dessas hipóteses, deve o procurador acompanhar o menor no ato da expedição e entrega do passaporte;

1.4 – Não serão aceitas procurações nem autorizações lavradas há mais de um ano;

1.5 – Os genitores, o responsável legal ou o procurador deverão apresentar documento de identidade em original;

1.6 – No ato da entrega do passaporte o menor deverá estar acompanhado de um dos genitores, do responsável legal ou procurador;

1.7 Para a emissão de passaporte para crianças menores de 3 anos de idade deverá ser apresentada 1(uma) fotografia facial, tamanho 5X7, recente, colorida, sem data, e em fundo branco;

1.8 No caso de criança ou adolescente adotado em processo de adoção internacional, deverão ser apresentados também os seguintes documentos:

certificado de conformidade expedido pela CEJA/CEJAI;
certidão de nascimento atual do menor adotado;
cópia autenticada da sentença de adoção;
certidão de nascimento anterior do menor adotado, se na sentença de adoção não constar o nome anterior do menor e os nomes dos pais biológicos;
passaporte(s) do(s) adotante(s).
2 – A autorização dos pais para obter passaporte não supre a autorização para o menor viajar para o exterior desacompanhado.

2.1 – Quanto à autorização dos pais para viagem internacional, vide os artigos 84 e 85 do Estatuto da Criança e do Adolescente, a Resolução nº 74/2009-CNJ e o Manual de Viagem de Menores Brasileiros ao Exterior.

3 – Se o menor for viajar para o exterior desacompanhado de um ou de ambos os pais, estes deverão preencher e assinar autorização de viagem, com firma reconhecida em cartório.

4 – A falta da autorização de um ou de ambos os pais ou do representante legal, será suprida pelo Juiz competente.

5 – Havendo justificadas razões outros documentos poderão ser exigidos a critério da autoridade expedidora.

Fonte: Polícia Federal




SOAPEX


A partir do novembro de 2013 as autoridades chilenas passaram a exigir de todo motociclista que chega àquele país o comprovante de contratação do SOAPEX. Podemos dizer que o SOAPEX é o equivalente ao Seguro Carta Verde exigido já há alguns anos dos motociclistas que transitam com suas motos pelos países do Mercosul - Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil.

Mas o que é isto? Porque é exigido? Quanto custa? Abaixo, algumas informações sobre esse seguro para responder estas perguntas.

O SOAPEX foi estabelecido pela Lei nº 18.290 - a Lei de Trânsito Chilena - para vigorar a partir de 06/11/2013. É um documento de porte obrigatório para condutores de veículos terrestres matriculados no país de origem que ingressem de forma provisória ou temporal no Chile. Cobre eventos ocorridos exclusivamente no Chile. Veja aqui a Norma que regulamentou a exigência desse seguro.

SOAPEX é a sigla para Seguro Obligatorio de Accidentes Personales Causados por Vehículos Motorizados con Matrícula Extranjera. Ele cobre danos pessoais causados ao condutor, pessoas transportadas e terceiros afetados por um acidente de trânsito envolvendo o veículo segurado. Tem vigência durante o período que o veículo estiver no Chile.

Quando contrata esse seguro, o condutor garante o reembolso, até a importância segurada, das quantias que tiver de pagar por ser civilmente responsável por acidente que causar:
- Morte, invalidez permanente e despesas médico-hospitalares (que resultarem de lesões sofridas em consequência de acidentes de trânsito que envolva veículo segurado, reboques ou cargas) e danos materiais..

As despesas médico-hospitalares compreendem: atendimento pré-hospitalar, transporte em ambulância, internação hospitalar, atendimento médico e cirúrgico, dental, próteses e implantes, despesas com medicamentos e reabilitação das vítimas.

As importâncias seguradas são:

- Morte Acidental (indenização de UF 300 em caso de morte acidental, descontados previamente as despesas médico-hospitalares);
- Incapacidade ou invalidez Acidental (Indenização de até UF 300 em caso de incapacidade permanente total ou até UF 200 em caso de incapacidade permanente parcial, de acordo com o caso)
- Reembolso de gastos médicos que compreendem: atendimento pré-hospitalar, transporte em ambulância, hospitalização, atendimento médico e cirúrgico, gastos com medicamentos, próteses, implantes, atendimento dental e despesas para reabilitação das vítimas até um ano desde o acidente, limitado a UF 300.

Os riscos não cobertos são, de forma geral, os mesmos constantes das apólices de Seguro de Responsabilidade Civil de Veículos que pagamos normalmente para circular no Brasil, dentre os quais: a direção em estado de embriaguez ou sob influência de qualquer droga; condução por pessoa não habilitada; etc.

Na ocorrência de sinistro, a assistência e o pagamento é efetuado no próprio Chile, através de seguradoras conveniadas e em moeda local. As seguradoras emitentes das apólices / certificados devem ter, obrigatoriamente, convênios com seguradoras dos demais países para o atendimento e encaminhamento dos sinistros (acidentes) porventura ocorridos e cobertos pelos seguros emitidos. Tem que ser caracterizada e comprovada a responsabilidade do segurado, para liberação de qualquer indenização.

Identificamos uma seguradora chilena que permite adquirir o seguro SOAPEX através da internet, pagamento com cartão de crédito internacional e impressão on line. Acesse AQUI.

No menu principal, tecle em Seguro Vehículo, depois Seguro Obligatorio SOAPEX. Mo menu à esquerda, tecle Contratar SOAPEX. Preencha os dados da moto:

Patente = placa da moto (observe que são dois campos).
Selecione o país.
Tipo de Vehiculo = "Motocicleta".
Insira o período que vai transitar no Chile, incluindo as datas de entrada e saída
Depois de concordar com o valor apresentado, complete com as demais informações sobre a moto e o condutor:

País de Nacionalidad
Tipo Identificación = identidade ou passaporte
Nº Identificación = nº da identidade ou passaporte
Marca = marca da moto
Modelo = modelo da moto
Número de Motor
Año = ano da moto
Uso
Na página seguinte os dados para contato:

Correo Electrónico = e-mail
Teléfono = o código país do Brasil é 55
Marque as duas caixas aceitando as condições e você será direcionado para uma página onde poderá pagar a despesa com cartão de crédito internacional.

O comprovante para porte é um Certificado em espanhol emitido pelo site. Se for contratado no próprio Chile, tem validade também o documento emitido pelo corretor e preenchido manualmente.

Fiz algumas simulações de custo desse seguro para moto: para um período de 5 dias, o valor foi de USD $10. Para 10 dias, o valor foi de USD $12

Para os países do Mercosul, é obrigatória a contratação de Seguro Carta Verde.

Por Rômulo Provetti



Carta Verde



O que é?

O Seguro Carta Verde é um seguro de responsabilidade civil obrigatório, instituído pela Resolução 120/94, do Grupo Mercado Comum do Mercosul, que passou a vigorar a partir de 1º de julho de 1995. É um seguro que cobre a Responsabilidade Civil do Proprietário e/ou Condutor de Veículos Automotores Terrestres (automóvel de passeio – particular ou de aluguel), não matriculados nos países de ingresso em viagem internacional por danos causados a pessoas ou objetos não transportados. As seguradoras emitentes das apólices/certificados devem ter, obrigatoriamente, convênios com seguradoras dos demais países, para o atendimento e encaminhamento dos sinistros (acidentes) porventura ocorridos e cobertos pelos seguros emitidos.


Quais são os objetivos e os riscos cobertos do Seguro CARTA VERDE? 

Cobrir as indenizações que os proprietários e/ou condutores de veículos de passeio em trânsito por países do Mercosul que não seja o de sua origem, sejam obrigados a pagar por danos corporais e/ou materiais causados a terceiros nestes países. Considera-se o risco coberto a responsabilidade civil do segurado por danos materiais e/ou corporais a terceiros não transportados pelo veículo segurado, em consequência de acidente de trânsito causado: pelo veículo segurado, sendo este, necessariamente, de passeio (particular ou de aluguel), não licenciado no país de ingresso; por objetos transportados no veículo em lugar, em seu interior, destinado a esse fim; e por reboque acoplado ao veículo segurado, desde que também discriminado na apólice/endosso.


Quem deve contratá-lo?

Todos os condutores e/ou proprietários de veículos de países do Mercosul que vão transpor a sua fronteira nacional e circular em outros países membros do Mercocul.


Quais são as coberturas e âmbito geográfico do seguro? 

Coberturas:
danos materiais causados a terceiros;
danos corporais (morte, invalidez permanente e despesas médico-hospitalares) causados a terceiros e
pagamento de honorários de advogado de defesa do segurado, bem como custas judiciais.

Âmbito Geográfico
Países integrantes do Convênio de Transportes Internacional Terrestre do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – cobrindo somente os eventos ocorridos fora do território nacional do país de emplacamento (matrícula) do veículo.


Quais são os Limites de Indenização do seguro Carta Verde? 

Os limites mínimos obrigatórios são os seguintes (em dólares norte-americanos):
US$ 40,000.00 por pessoa – danos corporais, morte, despesas médico-hospitalares e/ou invalidez permanente;
US$ 20,000.00 por terceiro – danos materiais; No caso de várias reclamações relacionadas ao mesmo evento, os limites serão os seguintes:
US$ 200,000.00 para a garantia de Danos Corporais e US$ 40,000.00 para a garantia de Danos Materiais.
Os honorários advocatícios e as despesas incorridas para defesa do segurado não estão compreendidos nos limites acima.
Estes  honorários e despesas estão sujeitos ao limite  de até 50% (cinquenta por cento) do valor da indenização paga ao segurado.


Se o Seguro não for contratado, quais as consequências? 

O seguro Carta Verde é obrigatório e a apresentação do documento original que confirma a sua contratação – Certificado bilíngue português/espanhol – é obrigatória nas fronteiras entre países do Mercosul. Sem a apresentação do certificado o veículo é impedido de circular no país de destino.


Como contratar? 

O proponente deve procurar um corretor de seguros (eu uso este AQUI), que vai lhe apresentar as cotações. No seguro Carta Verde, o pagamento do prêmio será feito antes do início da vigência do seguro, em data previamente acordada entre o segurado e a seguradora. Esse seguro será contratado em dólares norte-americanos e, para sua operação, a seguradora precisa firmar acordo de atendimento recíproco com as seguradoras dos países membros do Mercosul. As demais condições do seguro, como obrigações do segurado, liquidação de sinistros, perda de direitos e sub-rogação de direitos, acompanham as condições do Seguro de RCF.


Eu tenho seguro total de meu veículo, com extensão de perímetro para América do Sul. Se for a algum país do Mercosul, preciso contratar o carta Verde? 

Sim, é necessário, pois o Carta Verde é um seguro obrigatório, com documentação, coberturas e valores de garantias padrão para o Mercocul e em dólares norte americanos.
Embora os veículos possam ter apólices de Auto/Responsabilidade Civil com extensão das coberturas ao exterior, para os países do Mercosul as coberturas são a 2o (Segundo Risco) do Seguro Carta Verde, tanto para danos pessoais quanto para danos materiais, assim como, no Brasil, são a 2o (Segundo Risco) do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais – DPVAT, no caso de danos pessoais.
O condutor não conseguirá ultrapassar a fronteira apresentando sua apólice de seguro de Auto/RCF. É necessário apresentar o Certificado específico.


Pode ser contratado mais de um seguro CARTA VERDE para o mesmo veículo para aumentar os valores de cobertura? 

Somente pode ser contratado um seguro Carta Verde por veículo. Se constatada a duplicidade por ocasião de um sinistro, será usada a regra de contribuição proporcional, ficando cada seguradora com uma parte dos prejuízos de forma que os Limites Máximos de Indenização não sejam ultrapassados.


Quais são os riscos excluídos do Seguro Carta Verde? 

Os riscos excluídos são os mesmos do seguro Facultativo de Responsabilidade Civil (RCF-V):
Quando o veículo segurado for conduzido por pessoa em estado de embriaguez ou sob influência de qualquer droga que produza efeitos desinibitórios, alucinógenos ou soníferos;
Quando o veículo segurado for conduzido, ou posto em movimento, por pessoa sem carteira de habilitação válida e compatível com a respectiva categoria tarifária;
Quando o veículo segurado estiver em poder de terceiros, especificamente no caso de roubo ou furto; Lucros cessantes ou danos emergentes não resultantes, direta ou indiretamente, da responsabilidade por Danos Materiais e Corporais cobertos pela apólice;
Quando o veículo segurado estiver sob apropriação indébita;
Quando o veículo segurado estiver participando de competições, apostas e provas de velocidade;
Danos causados pelo segurado a seus ascendentes, descendentes, cônjuge e irmãos ou quaisquer outras pessoas que com ele residam ou que dele dependam economicamente;
Danos causados aos empregados ou prepostos do segurado, quando a seu serviço, e, ainda, danos causados a sócios – dirigentes da empresa do segurado;
Quando o acidente for diretamente ocasionado pela inobservância de disposições legais;
Danos sofridos por pessoas transportadas, ocupando, no veículo, lugares não especificadamente destinados e apropriados para tal fim;
Danos por poluição ou contaminação do meio ambiente causadas pelo veículo segurado.


Quem tem direito à indenização pelo CARTA VERDE? 

Qualquer terceiro que sofra danos causados por acidentes provocados pelo veículo segurado.


Como o segurado, estando no exterior, dará andamento ao sinistro do seguro Carta Verde? 


A seguradora onde o segurado contratou o seguro Carta Verde terá, necessariamente, convênio com seguradoras dos outros países do Mercosul. Certamente ele receberá orientações de como proceder em caso de sinistro. O importante, a exemplo do seguro de RCF-V, é não firmar acordos sem a expressa anuência da seguradora onde ele contratou o seguro.

Fonte: http://www.tudosobreseguros.org.br/